A potencial venda do Polo de Golfinho, no Norte do Espírito Santo, pode representar, na avaliação de fontes e especialistas, mais investimentos e o incremento na arrecadação de royalties do petróleo para o Estado.
A área, que foi colocada à venda pela Petrobras dentro do seu plano de desinvestimentos, estaria sendo cobiçada por duas empresas. Conforme informações da Reuters, a norueguesa BW Energy e a brasileira DBO Energy enviaram ofertas à estatal pelo polo marítimo.
Por enquanto, o interesse e o teor das negociações não foram tornados públicos pelas empresas. As informações são extraoficiais e a Petrobras também não entra no assunto.
Segundo a estatal, em razão das de regras de mercado, ela não pode comentar antecipadamente sobre processos de desinvestimento. A coluna tentou contato com as outras duas companhias, mas sem sucesso.
O Polo Golfinho está localizado em lâmina d’água entre 1.300 e 2.200 metros, compreendendo os campos de Golfinho, produtor de óleo, e Canapu, produtor de gás não associado, e o bloco exploratório BM-ES-23.
A produção total média dos campos entre 2018 e 2019 foi de 15 mil bpd de óleo e 750 mil m³/dia de gás, segundo informações da Petrobras. Nos cinco primeiros meses de 2021, Golfinho produziu em média 8.940 barris de óleo equivalente por dia, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Para o secretário da Fazenda do Estado, Rogelio Pegoretti, a potencial aquisição pelas empresas do polo é uma ótima notícia para o Espírito Santo.
"Como a Petrobras está saindo da produção onshore e das áreas maduras offshore e está concentrando esforços no pré-sal, é positivo para nós que essa negociação prospere. Porque é melhor ter alguém com interesse na área para então fazer investimentos e melhorar a produtividade. Hoje por falta de investimentos da Petrobras, a área acaba tendo uma produção inferior ao seu potencial. Então, se o polo for vendido, pode haver mais investimentos na produção e gerar mais royalties para o Estado."
DBO ENERGY JÁ HAVIA DEMONSTRADO INTERESSE NA ÁREA
Em maio deste ano, A Gazeta abordou a reabertura do processo de venda do Polo de Golfinho pela Petrobras. Na ocasião, a repórter Caroline Freitas citou que o ativo, colocado à venda em janeiro de 2020, chegou a ser negociado bilateralmente com a DBO Energy, mas as conversas não resultaram em um acordo final.
Agora, alguns meses depois, novamente o nome da DBO Energy é citado nos bastidores como uma das empresas interessadas em comprar o polo.