O prefeito eleito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), anunciou que vai diminuir o número de secretarias e de comissionados no município a partir de 2021. Em entrevista nesta sexta-feira (11) ao Papo de Colunista, ele adiantou que vai enxugar a máquina pública com a redução de pelo menos 30% das pastas e reduzir proporcionalmente o volume de comissionados.
Os cortes serão necessários, segundo o futuro chefe do Executivo, para garantir o equilíbrio fiscal da administração, já que no próximo ano há ainda uma grande incerteza em relação às receitas. Além disso, a junção tem o objetivo de melhorar a eficiência da gestão.
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Vidigal citou que pretende, por exemplo, fundir as secretarias de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Outra pasta que pode ser incorporada ao Meio Ambiente é a da Agricultura.
"A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e a Secretaria de Meio Ambiente têm que trabalhar em conjunto. Nós temos ativos ambientais importantes, nós podemos preservá-los, mas, ao mesmo tempo, podemos acelerar [processos] para que o município possa através também desses ativos gerar oportunidades de trabalho para a cidade. E, no caso da Secretaria de Agricultura, ela pode migrar para o Meio Ambiente. Até porque a participação do setor na economia da Serra é extremamente pequena. Não representa mais que 2% de toda a atividade econômica. "
Outra área citada pelo prefeito eleito que deverá passar por transformações é a ligada às finanças do município. De acordo com ele, há uma pasta para o Planejamento e outra para a Fazenda, mas que deverão ser unificadas em sua administração. Atualmente, ainda de acordo com Vidigal, a Serra conta com 22 secretarias e uma autarquia, que é o Instituto de Previdência, e 800 profissionais comissionados.
"Hoje o comprometimento da Serra com a folha de pessoal é de 42% e o comprometimento com custeio é de 39%, ou seja, o custeio é quase o mesmo percentual da folha. Temos que rever isso. Esse é o momento de se debruçar sobre o custeio, de reduzir a máquina. Acredito também que quanto mais você centralizar as decisões, mais controle tem das ações e dos resultados. Estamos buscando fusões para dar mais agilidade, reduzir a burocracia"
Além de austeridade nas contas, Sérgio Vidigal ponderou que vai buscar estimular a economia por meio do fortalecimento do setor de comércio e serviços e com a atração de negócios como na área logística e na indústria farmacêutica. Outra atividade que ele cita como essencial para o incremento da arrecadação e dos empregos é a de inovação e tecnologia, por meio da criação de um polo tecnológico.
A perspectiva de cortar despesas é muito bem-vinda, afinal, o dinheiro economizado com o custeio pode representar mais investimentos em áreas prioritárias, como na Saúde e na Educação. Como o prefeito eleito bem lembrou na sua entrevista aos colunistas de A Gazeta, entre os quais me incluo, a Serra tem como previsão de investimento para 2021, conforme a peça orçamentária que tramita na Câmara de Vereadores, R$ 10 milhões com recursos próprios. Reduzir despesas junto a secretarias e pessoal pode ser o caminho para ampliar esse montante. Agora, é esperar que ele seja trilhado.