Correção
07/04/2021 - 5:35
Na primeira publicação feita neste espaço com o título "Wine desiste (de novo) de abrir capital na bolsa de valores" a coluna informou que a Wine desistiu pela segunda vez de realizar o IPO. Mas, na verdade, a informação que esta colunista utilizou como base - a da lista da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - tratava-se de uma formalização da decisão já tomada meses antes pela empresa, conforme publicado por A Gazeta em novembro, e não de um segundo recuo por parte da companhia. Portanto, a Wine desistiu de fazer a oferta pública inicial de ações uma única vez. Ela, entretanto, mantém o pedido de registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários. A informação foi corrigida. A coluna pede desculpas pelo erro.
O e-commerce capixaba de vinhos Wine desistiu de realizar a oferta pública inicial de ações na bolsa de valores brasileira, a B3. A saída da companhia do processo de IPO (na sigla em inglês) consta na lista de desistências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Wine é uma das seis empresas que optou, conforme a relação da CVM do mês de março, por cancelar os planos de captar recursos por meio do mercado acionário. As demais baixas são: Kalunga, Agrogalaxy, Urba, Yuny e Kallas.
A informação da CVM é a formalização da desistência que já havia sido comunicada meses antes pela empresa. Em 2020, quando estava prestes a realizar a oferta pública inicial de ações, ela solicitou a suspensão do IPO, que estava agendado para acontecer no dia 6 de novembro.
Entre os motivos justificados estavam as incertezas relacionadas à pandemia do novo coronavírus e a instabilidade econômica. À época, a Wine explicou que "a atual conjuntura de mercado mostra-se adversa para a distribuição pública de valores mobiliários, especialmente ações".
Mesmo com a decisão de não dar sequência ao IPO, a Wine solicitou no mês passado o registro de companhia aberta, uma forma para o maior e-commerce de vinhos do país explorar ferramentas de financiamento no mercado de capitais. Dessa forma, há o interesse de se transformar em uma companhia aberta, mas quanto à entrada na B3, por meio de um IPO, não há previsão.
Na visão de especialistas, o engavetamento de IPOs que vem acontecendo entre diversas empresas é uma forma que elas têm de se proteger, uma vez que investidores passam a ser mais seletivos e tendem a ter um apetite menor ao risco diante do cenário de crise que o país enfrenta. Ou seja, como as empresas não conseguem negociar o preço que consideram justo pelas ações, elas dão um passo atrás a espera de uma oportunidade no momento mais adequado.
A EMPRESA
Criada em 2008, a Wine tem mais de 1 milhão de clientes em seu site e mais de 200 mil sócios do clube Wine, sendo o maior clube de vinhos do Brasil. O faturamento da companhia em 2020 foi de R$ 450 milhões.