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Economia instável

Wine não tem previsão de entrar na bolsa de valores

Formalização da desistência do IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) da empresa foi feita pela Comissão de Valores Mobiliários, mas e-commerce capixaba de vinhos continua com o pedido de registro de companhia aberta

Publicado em 07 de Abril de 2021 às 02:00

Públicado em 

07 abr 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Loja física da Wine: Em 2020, empresa fez planos de realizar a oferta pública inicial de ações (IPO) na B3, mas por enquanto desistiu da ideia Crédito: Wine/Divulgação

Correção

07/04/2021 - 5:35
Na primeira publicação feita neste espaço com o título "Wine desiste (de novo) de abrir capital na bolsa de valores" a coluna informou que a Wine desistiu pela segunda vez de realizar o IPO. Mas, na verdade, a informação que esta colunista utilizou como base - a da lista da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - tratava-se de uma formalização da decisão já tomada meses antes pela empresa, conforme publicado por A Gazeta em novembro, e não de um segundo recuo por parte da companhia. Portanto, a Wine desistiu de fazer a oferta pública inicial de ações uma única vez. Ela, entretanto, mantém o pedido de registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários. A informação foi corrigida. A coluna pede desculpas pelo erro.
O e-commerce capixaba de vinhos Wine desistiu de realizar a oferta pública inicial de ações na bolsa de valores brasileira, a B3. A saída da companhia do processo de IPO (na sigla em inglês) consta na lista de desistências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Wine é uma das seis empresas que optou, conforme a relação da CVM do mês de março, por cancelar os planos de captar recursos por meio do mercado acionário. As demais baixas são: Kalunga, Agrogalaxy, Urba, Yuny e Kallas.
A informação da CVM é a formalização da desistência que já havia sido comunicada meses antes pela empresa. Em 2020, quando estava prestes a realizar a oferta pública inicial de ações, ela solicitou a suspensão do IPO, que estava agendado para acontecer no dia 6 de novembro.
Entre os motivos justificados estavam as incertezas relacionadas à pandemia do novo coronavírus e a instabilidade econômica. À época, a Wine explicou que "a atual conjuntura de mercado mostra-se adversa para a distribuição pública de valores mobiliários, especialmente ações".
Mesmo com a decisão de não dar sequência ao IPO, a Wine solicitou no mês passado o registro de companhia aberta, uma forma para o maior e-commerce de vinhos do país explorar ferramentas de financiamento no mercado de capitais. Dessa forma, há o interesse de se transformar em uma companhia aberta, mas quanto à entrada na B3, por meio de um IPO, não há previsão.
Na visão de especialistas, o engavetamento de IPOs que vem acontecendo entre diversas empresas é uma forma que elas têm de se proteger, uma vez que investidores passam a ser mais seletivos e tendem a ter um apetite menor ao risco diante do cenário de crise que o país enfrenta. Ou seja, como as empresas não conseguem negociar o preço que consideram justo pelas ações, elas dão um passo atrás a espera de uma oportunidade no momento mais adequado.

A EMPRESA

Criada em 2008, a Wine tem mais de 1 milhão de clientes em seu site e mais de 200 mil sócios do clube Wine, sendo o maior clube de vinhos do Brasil. O faturamento da companhia em 2020 foi de R$ 450 milhões.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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