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Sexo

Não há regras

"Somos um produto de nossas relações familiares e sociais. Portanto, não há uma regra"

Publicado em 05 de Fevereiro de 2020 às 18:49

Públicado em 

05 fev 2020 às 18:49
Carlos Boechat

Colunista

Carlos Boechat

carlosboechat@ebrnet.com.br

"Eu e meu marido temos uma ótima vida sexual. Ele me diz isso. Mas há sempre episódios de traição. Por que procurar fora se tem dentro de casa? Não entendo"
Pergunta da leitora - Caro leitor, envie sua pergunta: carlosboechat@ebrnet.com.br
Há vários olhares para essa questão. Tentarei abordar alguns, mas com certeza deixarei outros de fora. Em sua pergunta, dá até para ouvir o senso comum de que “todo homem trai”, “todo homem é safado”. Mas gostaria de lembrar que algumas mulheres também têm o mesmo comportamento. Estou certo de que muitas, talvez a maioria, sejam fiéis como você. Mas a fidelidade é um comportamento imposto socialmente. Enquanto as mulheres sempre foram preservadas, nós, homens, fomos treinados a provar nossa masculinidade o tempo todo. Seja caçando, guerreando, aguentando a dor e seja, claro, copulando. Para nós, o sexo não era associado ao amor. Sempre fizemos pelo prazer imediato, pela conquista.
Seu parceiro não buscou uma relação sexual fora do casamento por falta de sexo ou amor. Temos mais testosterona, somos mais intensos, agressivos, competitivos. Gostamos de desafios e riscos. E, infelizmente, muitas vezes magoamos quem amamos. Outro aspecto é o sexo propriamente dito. Muitas mulheres não se soltam na cama, permanecendo com as mesmas práticas sexuais desde o início do casamento.
Não nos caçam, não nos seduzem, esperando sempre a atuação do marido. Nós também gostamos de nos sentir desejados. Felizmente, esse quadro tem mudado muito. As mulheres estão mais soltas, sabem o que querem na cama. Para alguns de nós isso é uma delícia, para outros um martírio, levando até à perda eretiva. O modelo conservador de viver entra em choque com as facilidades na sociedade plugada. O oferecimento de sexo, imagem, fotos, contatos, parcerias casuais, pulam em nossos olhos, excitando-nos a ponto de não pensarmos nas juras de amor e nos conceitos morais e religiosos.
Leitores, isso não acontece com todas as pessoas, há homens que não traem, há mulheres ativas na cama e na sociedade. Cada vez mais. Ainda bem. Há homens e mulheres de todos os jeitos. Somos um produto de nossas relações familiares e sociais. Portanto, não há uma regra. Sugestão: antes de julgarmos, vamos conversar, conhecer as verdades, entender como o outro foi constituído na família, seus hábitos... Quando casamos, não viramos o outro. Não somos um só. E com o passar do tempo mudamos. Achar que o outro deveria ser como antes é uma inocência, uma vontade de se enganar.

Carlos Boechat

É psicólogo formado em Brasília, sexólogo e terapeuta de casais. É educador de sexualidade em escolas da rede pública e privada e pai da Stephenie

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