Em todos os lugares deste vasto mundo pessoas quedam-se, perplexas e ao mesmo tempo paralisadas, diante dos horrores das guerras que pipocam por todos os lados e que agora ameaçam nos atingir, de alguma forma, em maior ou menor grau.
A possibilidade de que uma terceira guerra mundial possa acontecer em razão desses conflitos se tornou uma realidade cada vez mais preocupante, capilarizada e, aparentemente, fora do controle e da capacidade de intervir do cidadão comum que manifesta sua indignação por meio de passeatas e protestos coletivos.
Milhares de pessoas têm saído às ruas nas grandes capitais em defesa dos que são atingidos por conflitos políticos decorrentes das ambições de líderes pouco afeitos aos valores democráticos, que submetem os cidadãos de seus países, e de todo o mundo, à sua fúria expansionista, seja por apetite ou cobiça ligados a projetos de expansão territorial ou de poder, em suas diversas modelagens, seja por interesses outros que nunca são, de fato, comprometidos com os cidadãos e valores que afirmam representar.
Lideranças femininas, de modo mais categórico, firme e corajoso, têm levantado suas vozes no sentido de denunciar o genocídio cometido por líderes como Benjamin Netanyahu, que vem sendo defendido, de forma explícita ou velada, por cristãos espalhados por toda parte do mundo, sob argumentos retoricamente manejados que têm se mostrado eficazes como forma de manipular vontades, crenças e valores.
Poucas são as lideranças internacionais, pertencentes ao centro do poder global, que têm, de fato, agido no sentido de movimentar estruturas fundamentais com capacidade de intervir no processo de forma eficaz.
Enquanto permanecer o silêncio incômodo dessas lideranças globais, com suas frágeis manifestações isoladas sem a potência necessária para transformar o horror a que assistimos em realidade minimamente razoável e de respeito às normativas do Direito Internacional, a tragédia humanitária se expandirá, tomando dimensões inimagináveis em pouco tempo.
A omissão cômoda ou estrategicamente articulada precisa ser denunciada como omissão ou silêncio genocida. Seja na ética, seja no Direito, a omissão sempre se caracteriza como conivência, concordância tácita.
Aqueles que têm o poder de impedir crimes têm o dever de agir para impedi-los. Esses líderes, cujos nomes não precisamos elencar, são cúmplices de todas as atrocidades cometidas por Netanyahu, com milhares de civis, crianças e mulheres mortos pelas bombas, pela fome e pelas diversas violações de direitos.
Se não se sensibilizam com esses horrores que têm por objetivo, também, realizar uma limpeza étnica do povo palestino, são partícipes do genocídio que ora denunciamos.
Ser contra os horrores cometidos por Netanyahu não é defender o Hamas com seu ataque traiçoeiro a Israel, nem ser contra o Direito deste de se defender. É ser contra um genocídio coletivo que ignora a humanidade daqueles cujos corpos Israel despreza e odeia, ainda que inocentes.