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Segurança pública

No ES, o “novo cangaço” não é bem-vindo

Seguiremos trabalhando muito para que o Espírito Santo nunca mais presencie um ataque como o de Santa Leopoldina. O trabalho preventivo é fundamental para isso

Publicado em 29 de Outubro de 2022 às 00:10

Públicado em 

29 out 2022 às 00:10
Eugênio Ricas

Colunista

Eugênio Ricas

eugenioricas@hotmail.com

Bandidos fecham ruas, atiram em viaturas e roubam bancos em Santa Leopoldina
Bandidos fecham ruas, atiram em viaturas e roubam bancos em Santa Leopoldina Crédito: Foto leitor
Na madrugada do dia 30 de setembro, um grupo de criminosos fortemente armados fechou as ruas da pacata cidade de Santa Leopoldina, atirou em viaturas policiais, rendeu pessoas inocentes e invadiu três agências bancárias. Esse tipo de ação criminosa é popularmente conhecido como “novo cangaço”.
No dia 24 de abril de 2021, portanto há um ano e meio, escrevi, nesta mesma coluna da Gazeta, o artigo “O novo cangaço é uma perigosa realidade que já bate à nossa porta”. Na ocasião, fiz a triste previsão (confirmada recentemente) de que em breve o Espírito Santo poderia ser alvo desse tipo de crime, caracterizado pela extraordinária violência e pela organização dos bandidos.
Naquela oportunidade alertei para o fato de que a grande disponibilidade de armas de grosso calibre nas mãos de bandidos tem afligido a vida dos capixabas e poderia ser um indicativo de que não estaríamos distantes de viver situação como a que ocorreu em Santa Leopoldina. Além disso, a ousadia dos criminosos (que têm atacado cidades mais populosas e com maior número de acessos rodoviários) poderia apontar para a possibilidade de que o ES também virasse alvo dessas quadrilhas.
Infelizmente, minha previsão acabou se concretizando e uma das cidades do Espírito Santo se viu, momentaneamente, completamente à mercê de criminosos (uma das mais graves consequências desse tipo de delito que, por algum período, consegue eliminar por completo a presença do Estado ao subjugar suas forças de segurança). A resposta dada pelas polícias, no entanto, foi impressionantemente rápida e efetiva.
Contando com o valioso apoio da Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil e a Polícia Militar conseguiram identificar e prender, horas após o crime, quatro indivíduos que ajudaram na ação criminosa. Posteriormente, outros cinco bandidos foram baleados e mortos num confronto com as polícias. A rapidez da resposta dada pelas polícias capixabas merece todos os nossos aplausos e serve como exemplo para os demais Estados brasileiros.
Para que outros eventos como o de Santa Leopoldina não ocorram é preciso estarmos bem-preparados e, mais do que nunca, atuando conjuntamente contra o crime. É fundamental que tenhamos uma análise de risco de todas as cidades capixabas, de modo a compreendermos as fragilidades de cada um dos nossos municípios. De posse desse diagnóstico, teremos como adotar ações que diminuam nossas fraquezas e que desestimulem os criminosos a atuar em solo capixaba.
Buscando contribuir um pouco com essa temática, realizamos este mês, na Superintendência da PF, o Seminário “Do novo cangaço ao domínio de cidades”. O evento foi aberto aos integrantes das demais polícias e lotou nosso auditório com a presença de colegas de todas as forças policiais que atuam no Espírito Santo. A iniciativa foi do agente de Polícia Federal Hélio de Carvalho, profundo estudioso do tema e que, de forma brilhante, jogou luz sobre um assunto delicado e atual.
Seguiremos trabalhando muito para que o Espírito Santo nunca mais presencie um ataque como o de Santa Leopoldina. O trabalho preventivo é fundamental para isso! Caso ainda assim os criminosos resolvam tentar a sorte no Espírito Santo, é bom que saibam que encontrarão policiais comprometidos, que trabalham de forma unida e que farão de tudo para manter nossas cidades pacíficas e ordeiras.

Eugênio Ricas

É superintendente regional da Polícia Federal no Espírito Santo, ex-secretário da Justiça e ex-secretário de Controle e Transparência do Espírito Santo, mestre em Gestão Pública pela Ufes

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