Sair
Assine
Entrar

Coronavírus

União do mundo digital com o álcool gel: surge o ambiente do tudo à distância

O Covid-19 deve acelerar um processo que vinha crescendo aos poucos: grande parte das atividades do mundo tendiam a ser realizadas à distância, intermediados pelo mundo digital

Publicado em 21 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

21 mar 2020 às 05:00
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet

evandro.milet@gmail.com

Tempo de álcool em gel para evitar infecção de coronavírus Crédito: Freepik
O Covid-19 deve acelerar um processo que vinha crescendo aos poucos. Grande parte das atividades do mundo tendiam a ser realizadas à distância, separando as pessoas dos equipamentos, serviços e de outras pessoas, intermediados pelo mundo digital.
Com a proliferação do vírus de forma exponencial, escolas são fechadas, empresas param produção, reuniões são suspensas, viagens desmarcadas, cinemas e teatros interrompem sessões, conferências são canceladas, festas desmarcadas, com reflexos devastadores na economia mundial.
Todos partem para tentar acelerar seus processos de operação à distância. Escolas e universidades ampliam a educação à distância, empresas liberam empregados para o home office, reuniões passam a ser virtuais, o comércio de rua é trocado pelo eletrônico, seminários viram webinars, Netflix substitui cinemas, restaurantes ficam dependentes dos aplicativos.
Outras áreas também são impactadas. É a oportunidade para resolver o impasse medieval e corporativista que impede o crescimento da telemedicina e a operação offshore de poços de petróleo tende a ser feita de terra, sem gente embarcada.
Os bancos já operam muito à distância, mas as fintechs incomodam com uma operação mais desburocratizada e sem o custo fixo das agências. Em tempo de coronavírus, quem vai querer frequentar agências?
Nasce a nova civilização do álcool gel, onde a produção de maior fabricante brasileiro passa de 120.000 frascos por mês para 6 milhões em março, com ampliação de 50% da força de trabalho. É a velha história, enquanto uns choram outros vendem lenços.
É previsível que cresça a tecnologia da holografia, com reuniões de fantasmas digitais, nos fazendo acreditar nos teletransportes da ficção científica.
E se as eleições fossem agora? Como seriam as filas de votação? Talvez se acelerem as iniciativas de votação pela internet.
E as manifestações políticas? Algumas insufladas por políticos irresponsáveis ainda acontecem presencialmente, mas como se daria uma passeata digital, com tresloucados iletrados políticos pedindo AI-5 e intervenção militar? Com likes e emojis?
Dessa aliança do mundo digital com o álcool gel vai surgir um novo ambiente de tudo à distância, para o bem da produtividade e o mal da redução das interações humanas, infelizmente só para os que sobreviverem a essa tragédia.

Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Delegacia Regional de Cariacica
Homem é preso após agredir e rasgar roupa da companheira em motel de Viana
Imagem de destaque
7 estratégias para manter o peso após uso das “canetas emagrecedoras“
Carreta tomba na BR 101 em Fundão
Carreta tomba, fere motorista e interdita trecho da BR 101 em Fundão

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados