Na próxima semana, Portugal comemora a data mais importante de sua recente história: o 25 de Abril. Trata-se de uma data de grande estima dos portugueses, principalmente pelos adultos que viveram e sentiram na pele a ditadura do Estado Novo de Salazar. Em 25 de abril de 1974, Portugal através da Revolução dos Cravos voltou a ser uma democracia.
A comemoração do 49º aniversário será um pouco diferente. Contará com a presença do presidente brasileiro Lula da Silva. Entretanto, mesmo antes da confirmação da presença do presidente brasileiro, a polêmica já estava instalada, pois o convite teria sido para que Lula fizesse um discurso na sessão solene das comemorações da revolução, o que gerou muita reclamação dos partidos de centro direita de Portugal. Desfeito o nó, Lula fará um discurso no parlamento português e não mais na sessão principal.
Agora com as recentes declarações do presidente Lula sobre a guerra da Ucrânia e as manifestações de repúdio da União Europeia, os partidos de direita de Portugal voltaram a carga num questionamento da presença do Lula nas comemorações. A tônica é que “Portugal não pode receber um presidente que é a favor de Putin”, declarou o líder da Iniciativa Liberal Rui Rocha. Já o líder do partido da extrema-direita do Chega, André Ventura, promete uma grande manifestação no país para questionar a presença de Lula em Portugal.
É importante frisar que Portugal é um país governado pelo partido socialista há mais seis anos e conta com outros partidos de esquerda como o Bloco de Esquerda e o partido comunista, que apesar de não fazerem mais parte da base do governo, acabam se alinhando em questões como essas. Apesar do apoio, se Lula falará ou não, apenas no dia 25 saberemos, mas de qualquer forma sua permanência em Portugal não deixará de ser notada.