No próximo domingo, dia 18 de janeiro, os portugueses vão às urnas para escolher o seu novo presidente. Aqui em Portugal o mandato presidencial é de cinco anos e o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa já se reelegeu e deixará o seu segundo mandato. Ele não apoia abertamente nenhum dos candidatos que estão na disputa.
Essas eleições portuguesas, diferentemente das últimas décadas, não estão focadas na disputa direta entre os dois principais partidos do país. O PS (Partido Socialista) de um lado e o PDS (Partido Social Democrata) do outro. Então o que move essa eleição? Duas as grandes incertezas: a primeira é a participação da extrema-direita com André Ventura, do Chega, que se intrometeu no meio dos dois grandes partidos, e a segunda vem correndo por fora, o candidato da Iniciativa Liberal Cotrim de Figueiredo, que aparece terceiro.
Teremos uma eleição com muitos candidatos. São onze no total. Algo meio incomum nas eleições portuguesas. A eleição presidencial em Portugal é realizada em dois turnos, caso o primeiro colocado não atinja maioria absoluta dos votos, e o eleitor não é obrigado a votar. Então, mobilizar o eleitor jovem e idoso é o grande desafio. Os debates na mídia pouco empolgam. No fundo, a questão principal em jogo é impedir a liderança do André Ventura.
Mas quais são os dois candidatos que vão para o segundo turno? Os institutos de pesquisas em Portugal apontam para um ligeiro empate técnico na liderança, entre três candidatos: André Ventura, António José Seguro e Cotrim Figueiredo e um quarto, que já foi líder nas pesquisas, Marcos Mendes era apontado pelo eleitorado como o provável vencedor, fato que não se confirmou nas últimas pesquisas.
É sempre importante lembrar que o presidente de Portugal é um cargo não executivo. Longe de ser figurativo, ele funciona como uma representação. Cabendo ao primeiro-ministro Luís Montenegro a gestão e administração do país. Seja como for, o resultado de domingo poderá marcar uma nova fase nas eleições portuguesas. Restará saber com que perfil os portugueses pretendem ser comandados.