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#BlackLivesMatter

Boicote a jogos da NBA mostra ao mundo a necessidade do combate ao racismo

Jogadores lembraram de Jacob Blake: homem negro, desarmado, que levou sete tiros da Polícia, na frente dos filhos, no último domingo (23), em Kenosha

Publicado em 27 de Agosto de 2020 às 06:00

Públicado em 

27 ago 2020 às 06:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Atletas da NBA boicotaram jogos em protestos a atos racistas nos EUA
Atletas da NBA boicotaram jogos em protestos a atos racistas nos EUA Crédito: Bucks/Divulgação
A NBA teve nesta quarta-feira (26) um dia único em sua história. E desta vez nada de cestas decisivas ou lances plásticos, mas um ato de protesto contra o racismo, que está matando negros americanos. Poucos minutos antes de a bola subir para a partida entre Orlando Magic e Milwaukee Bucks, confronto válido pelo Jogo 5 do primeiro round dos playoffs da Conferência Leste, os jogadores se recusaram a entrar em quadra. Os atletas afirmaram que "não havia como pensar em basquete", após os graves acontecimentos provocados pela discriminação racial no país. 
Os jogadores se referiram ao caso de Jacob Blake: homem negro, desarmado, que levou sete tiros da Polícia, na frente dos filhos, no último domingo (23), em Kenosha, no estado americano do Wisconsin. Episódio lamentável que provocou mais uma onda de protestos contra o racismo nos Estados Unidos. E isso apenas três meses depois de George Floyd ter sido asfixiado até a morte por um policial branco e causar revolta pelo país. Parece que não aprenderam nada.
No complemento da rodada, os atletas de Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Los Angeles Lakers e Portland Trail Blazers também se recusaram a entrar em quadra em apoio a manifestação. Após o boicote aos jogos, a organização da NBA limitou-se a publicar uma nota que apenas relatava o adiamento dos jogos. Mas não foi isso que aconteceu. Os jogos foram boicotados por um protesto contra o racismo e isso tem que ser relatado. Não pode ser tratado como um simples adiamento. A postura da liga irritou os jogadores, que novamente voltaram a público e reiteraram o real motivo da breve interrupção no calendário. 
Atletas de Los Angeles Lakers e Los Angeles Clippers já se posicionaram a favor do boicote da temporada, mas os jogadores das outras equipes, nesse primeiro momento optaram por seguir com a competição. LeBron James, astro dos Lakers e voz ativa nos protestos pediu ao menos mais comprometimento dos donos das equipes, para que eles também se posicionem nesta luta que é mais do que necessária. Já que um dos pontos discutidos para que a temporada de basquete fosse retomada na bolha do complexo da Disney foi justamente a possibilidade da liga se tornar palco de manifestações em combate a discriminação racial e a injustiça social.
Astro do basquete, LeBron James mostrou revolta com a morte de George Floyd, que morreu após abordagem violenta da polícia americana
Em maio, LeBron James mostrou revolta com a morte de George Floyd, que morreu após abordagem violenta da polícia americana Crédito: Reprodução/Instagram
Ainda não é possível mensurar o impacto dessa manifestação. Mas o fato dela acontecer na principal liga de basquete do planeta, e levar essa mensagem tão importante a milhões de pessoas pelo mundo já é um feito histórico. A reflexão é parte essencial no combate ao racismo. As pessoas morrem por conta da discriminação racial todos os dias, e não só nos EUA, mas no Brasil e em diversos cantos do globo. É preciso dar um basta nessa situação. 
Espero que essa consciência social cresça a cada dia também no Brasil. Muitas vozes por aqui já não se calam mais frente a esta triste realidade. Que nossa sociedade não apenas assista, mas tome para sim o desejo de lutar contra essa prática criminosa que também mata por aqui, bem perto da gente. A luta é diária.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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