O momento fora de campo é mais uma vez turbulento: 777 Partners com problemas financeiros,
suspensa do controle do futebol do Vasco, pagamento dos direitos de imagem dos jogadores atrasado, e empresa americana entrando com agravo para recuperar o comando do esporte que vive uma relação de amor e ódio com o torcedor vascaíno nos últimos anos.
De acordo com o técnico interino, Rafael Paiva, o resultado sobre o Fortaleza já teve um pouco do novo comandante. “Sobre o Álvaro, a gente já estava conversando com ele. Mesmo de longe, o tempo todo nos passando confiança também. É um cara de uma energia enorme. Desde quando ele chegou, nos colocou para cima o tempo todo. Nos ajudou no que era possível. Ele esteve presente na concentração, no vestiário. E a gente conseguiu fazer essa transição boa para ele. E ele já tá bem a par de todas as situações”, revelou na entrevista coletiva após a partida.
Fato é que se na questão administrativa o clima está pesado, dentro de campo o ar vai ficar mais leve. Uma classificação conquistada com boa dose de sufoco, mas que eleva o ânimo do elenco e oferece algumas semanas de tranquilidade para Álvaro Pacheco iniciar o trabalho e fazer esse time render mais.
O desafio de quem assumir o controle do futebol do Vasco, seja SAF ou clube associativo, é não deixar que os bastidores ganhem o vestiário. O time precisa estar concentrado para jogar bola. Ramon Dias não deixou terra arrasada. Há uma espinha dorsal, e agora cabe ao novo treinador implementar seu estilo.
Após a goleada vexatória sofrida para o Criciúma e o triunfo com mal desempenho diante do Vitória-BA, o Vasco volta aos braços de seu torcedor, que apoiou incondicionalmente nas arquibancadas e foi fundamental para a equipe superar o Fortaleza. Mas há também a certeza de que muito será preciso fazer para o time evoluir. Álvaro Pacheco, o Peaky Blinder da Colina, terá que provar que é frio e calculista.