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Lamentável

Conmebol não é efetiva no combate ao racismo e ainda lucra com a situação

Punições ao Cerro Porteño são brandas, e uma delas é uma multa de  50 mil dólares, que vai para os cofres da própria Conmebol. Presidente do Palmeiras, Leila Pereira pensa até em desfiliação da entidade e pode iniciar movimento

Publicado em 11 de Março de 2025 às 13:50

Públicado em 

11 mar 2025 às 13:50
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Presidente do Palmeiras, Leila Pereira se revoltou com a punição branda ao Cerro Porteño no caso de racismo
Presidente do Palmeiras, Leila Pereira se revoltou com a punição branda ao Cerro Porteño no caso de racismo Crédito: Cesar Greco/Palmeiras
Dezenas de casos de racismo no futebol sul-americano nos últimos anos, um festival de notas de repúdio e no fim, falta de medidas efetivas e punições leves. O ato de discriminação racial cometido por um torcedor do Cerro Porteño contra o atacante Luighi, do Palmeiras, na última quinta-feira (6), infelizmente, é mais um que caminha para nova demonstração de incompetência e conivência da Conmebol.
No último domingo (9), a entidade máxima do futebol na América do Sul informou que o clube paraguaio está proibido de receber torcedores em seu estádio nos jogos da Libertadores sub-20, terá que publicar uma campanha de conscientização contra o racismo nas redes sociais e pagar uma multa de 50 mil dólares (algo próximo de R$ 288 mil), o que faz a Conmebol ainda lucrar com o episódio.
As punições foram classificadas como “brandas e insuficientes” pelo Palmeiras, e “sem serventia” pela CBF. Neste cenário repetitivo de pouca combatividade ao racismo no futebol, Leila Pereira, presidente do clube alviverde, em entrevista à TNT Sports na noite desta segunda-feira (10), declarou que vai discutir com a CBF a possibilidade de desfiliação dos clubes brasileiros da Conmebol e um novo vínculo com a Concacaf, órgão que comanda o futebol na América do Norte e na América Central.
“Nós temos que tomar medidas firmes com relação à Conmebol. Porque não é possível. O Brasil representando 60% da receita da Conmebol, e os clubes brasileiros sendo tratados dessa forma. Eu vou lançar até uma ideia, uma reflexão para todos nós. Já que a Conmebol não consegue coibir esse tipo de crime. Como a Conmebol não consegue tratar os clubes brasileiros com o tamanho que os clubes brasileiros representam para a Conmebol, por que não pensar em nós nos filiarmos à Concacaf? Eu acho que só assim vão respeitar o futebol brasileiro." 
O posicionamento de Leila Pereira e da CBF, mesmo com uma ótica empresarial em alguns argumentos, é motivado por mais um caso de racismo que está sendo tratado sem a devida seriedade. E isso pressiona a Conmebol a tomar medidas mais enérgicas e posicionamentos mais firmes com uma prática que é crime. 
O choro, o soluço e a indignação de Luighi na entrevista após o jogo expressam os sentimentos de milhões que sofrem com o racismo no cotidiano. Que são obrigados a seguir em frente vendo clubes passarem praticamente ilesos e "torcedores" responsáveis por tais atos sem punição. A cada dia se torna mais difícil suportar essa impunidade.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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