Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG venceram, convenceram e mostraram boa dose de superioridade perante aos rivais Nova Iguaçu, Santos e Cruzeiro. As três conquistas são incontestáveis e os grandes jogadores apareceram quando foram exigidos.
No Rio de Janeiro, no duelo que muitos dizem que foi a final mais sem graça dos últimos anos do Campeonato Carioca, o Flamengo simplesmente não tem nenhuma culpa se Vasco, Fluminense ou Botafogo não chegaram para fazer frente. E pior do que isso é tal pensamento menosprezar a excelente campanha do Nova Iguaçu: segundo colocado no geral com apenas uma derrota e uma ótima performance na semifinal em dois jogos contra o Vasco.
O Nova Iguaçu perdeu o título porque encontrou pelo caminho uma equipe melhor. O Flamengo chegou ao se 38º título do Carioca com um desempenho irretocável. Invicto, dono do melhor ataque, com o artilheiro do torneio e com a melhor defesa (vazada apenas uma vez). Na final, um primeiro jogo para impor seu futebol e uma segunda partida para administrar a conquista. Apesar do Estadual não ser um desafio à altura para projetar outras competições, está claro que o Flamengo de Tite vem muito forte para a temporada.
Em São Paulo uma realidade muito parecida com a do Rio de Janeiro. Um Palmeiras avassalador na primeira fase. Melhor ataque, melhor defesa, com dois dos três artilheiros da competição e um trabalho já consolidado sob o comando de Abel Ferreira. Encarou o Santos, que apesar de ajustado, hoje é um time de Série B, está no segundo escalão do futebol brasileiro.
O Peixe foi valente. Conseguiu até vencer o jogo de ida, em casa. Mas na hora da decisão, a força e segurança do Palmeiras falou mais alto. Vitória com autoridade jogando em seus domínios. Assim como o Flamengo, o Verdão vai brigar pelo topo em todos os campeonatos que disputará este ano.
Em Minas Gerais o cenário foi um pouco diferente. O Galo arrastou o Campeonato Mineiro. Chegou à segunda fase com a quarta melhor campanha e com um desempenho que não vinha empolgado seu torcedor, mas chegou no mata-mata e a qualidade do elenco fez a diferença.
O técnico Gabi Milito acabou de chegar, o time já tem uma postura diferente, mas ainda não absorveu toda a filosofia de trabalho do novo treinador. E nessa hora valeu a qualidade individual dos jogadores do Galo. Algo que nem se compara ao esforçado elenco do Cruzeiro. Mesmo sem estar no seu melhor momento, o Atlético-MG ainda é muito superior ao Cruzeiro. Venceu o melhor.