A bola rola para a fase de grupos da Libertadores na noite desta terça-feira (2), chegou finalmente a hora em que todos os principais times entraram em campo em busca da Glória Eterna. Nas últimas sete edições da competição, seis foram vencidas por clubes brasileiros, e a expectativa para este ano não é diferente: domínio das equipes brasileiras, por conta de seus elencos mais robustos, melhores condições financeiras e grandes nomes com poder de decisão.
Flamengo e Palmeiras são os grandes favoritos ao título. O Rubro-Negro tem com Tite um trabalho muito eficiente, se reforçou com excelentes jogadores, casos de Viña e De la Cruz, e conta com Arrascaeta e Pedro que dispensam apresentações. Após o ano de seca em 2023, o Rubro-negro vem com tudo para correr atrás do prejuízo.
Se o Palmeiras não tenha um elenco tão estrelado, conta com um time muito equilibrado sob o comando de Abel Ferreira. E não é porque seus jogadores são menos badalados, que não são peças importantes, Weverton, Marcos Rocha, Mayke, Murilo, Piquerez, Zé Rafael, Raphael Veiga e cia não precisam provar nada a ninguém. O duro golpe que o time alviverde pode sofrer é a saída de Endrick em julho para o Real Madrid. Mas ainda assim estará muito forte na disputa da taça.
É claro que a Libertadores é uma competição peculiar e está aberta a gratas surpresas, mas em minha humilde opinião todos os demais correm por fora na briga pelo título, sendo uns mais fortes e outros mais fracos. O Fluminense, por exemplo, é o atual campeão e não pode ser descartado, mas visivelmente seu desempenho piorou nesta temporada. O peso de um ano a mais na idade cobra caro de alguns jogadores, os reforços ainda não encaixaram. O Tricolor tem potencial para crescer, mas hoje está devendo.
Em situação parecida a do Fluminense está o Atlético-MG. Só de ter Hulk e Paulinho no ataque já são grandes credenciais, mas a equipe ainda não engrenou este ano, tanto que Felipão foi demitido, e Gabi Milito acabou de assumir o comando. Não dá sequer para avaliar o trabalho do novo treinador. Mas jogar menos também vai ser muito difícil. Então existe a margem de crescimento, mas vai ter que melhorar bastante.
Entre os demais times brasileiros na competição, Botafogo, São Paulo e Grêmio estão alguns degraus abaixo de seus concorrentes nacionais. O Glorioso e o Tricolor Paulista foram mal nos estaduais. Tanto que o Botafogo demitiu Thiago Nunes, e Carpini balança no comando do São Paulo. Ambas as equipes são muito irregulares, o que pode prejudica muito na Liberta. Já o Grêmio é um time em construção. Chegaram Diego Costa e Soteldo para o ataque, o time está na final do Gauchão, o que não é parâmetro para nada, mas tem feito seu dever de casa. Resta saber como vai se comportar diante de desafios mais difíceis.
E entre as demais equipes na América do Sul, devido à discrepância financeira para o futebol brasileiro, pouquíssimas são capazes de assustar. O outrora "temido" Boca Juniors, atual vice-campeão, nem na disputa está. Seu arquirrival, o River Plate talvez seja o único que possa realmente ameaçar algum brasileiro, muito mais pela camisa e tradição do que pelo futebol que vem jogando. Independiente del Valle, LDU, Estudiantes podem fazer até uma graça, mas não serão páreos na hora da verdade.