Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Dia triste

O jornalismo esportivo está de luto e a crônica fica mais vazia

Em menos de 24 horas, Apolinho, Antero Greco e Sílvio Luis faleceram. Perde muito a crônica esportiva brasileira

Publicado em 16 de Maio de 2024 às 12:39

Públicado em 

16 mai 2024 às 12:39
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Apolinho, Antero Greco e Sílvio Luiz faleceram e deixam um vazio na crônica esportiva
Apolinho, Antero Greco e Sílvio Luiz faleceram e deixam um vazio na crônica esportiva Crédito: Luciana Whitaker/Folhapress - Reprodução/ESPN - Record/Divulgação
A crônica esportiva brasileira vive um dia difícil. Difícil para quem cresceu, se espelhou e se divertiu com as referências que estão nos deixando. Em menos de 24 horas, entre a noite de quarta-feira (15) e a manhã de quinta-feira (16), Washington Rodrigues, o ApolinhoAntero Greco e Sílvio Luis faleceram. Perde o esporte, perde o jornalismo, e cresce o sentimento de luto. 
Apolinho foi nome fortíssimo no Rádio carioca. Passagens por grandes emissoras, marcando época na Rádio Globo e na Super Rádio Tupi. Não há como ser apaixonado pelo futebol nas ondas do rádio sem ter referências de Apolinho. 
Antero Greco é um cara que dispensa comentários. Inclusive sou suspeito para falar, pois sempre foi uma referência muito forte para mim. Muitos vão lembrar dos momentos geniais na bancada do SportsCenter ao lado do Amigão. Jornalismo didático, claro, com seriedade e muito bom humor para quem entrava madrugada adentro na profissão. Mas gosta de lembrar também das colunas no Estadão. Análises pontuais e sempre com a criticidade aflorada. Sem rabo preso com ninguém. 
E quem nunca se divertiu em uma transmissão sob o comando de Sílvio Luis. O narrador era uma máquina de bordões, dos mais sérios aos mais engraçados. E curiosamente em muitos momentos não precisava sequer gritar gol para ilustrar o momento mais marcante do futebol. 
E em tempos que o consumo do esporte vive uma transição do jornalismo para o entretenimento. Os grandes nomes da crônica esportiva serão dificilmente substituídos. Na era dos influencers, em que a cada dia a transmissão vira mais um grande react e as coberturas críticas dão lugar ao "jornalismo engraçadinho", que só aborda o lúdico e o que o entrevistado quer falar, as narrativas empobrecem. 
Hoje é um dia simbólico. Três ícones faleceram e deixaram esse vazio no jornalismo esportivo. Mas esse vazio tem tendência ao crescimento. Aguardemos o futuro.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Durante a fuga, suspeito bateu o carro em outro veículo, na descida da Terceira Ponte, danificando o automóvel
Chefe do tráfico de morro em Vitória é baleado após perseguição que cruzou a 3ª Ponte
Aplicativos sugerem investimentos, mas decisões podem ser influenciadas por taxas, comissões e algoritmos
O mercado não é seu amigo: quem ganha antes de você com seus investimentos
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 24/04/2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados