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Adeus, Rei!

Pelé Eterno! Morreu o maior jogador de futebol de todos os tempos

Tudo o que seu ídolo faz hoje, o Rei do Futebol fez no passado. Há inúmeros argumentos, fundamentados em sua maioria no complexo de vira-latas de um país que não valoriza seus ídolos, que apontam o contrário, mas Pelé foi inigualável

Publicado em 29 de Dezembro de 2022 às 17:48

Públicado em 

29 dez 2022 às 17:48
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Pelé
Pelé morreu aos 82 anos, nesta quinta-feira (29) Crédito: Montagem
O mundo está de luto! Pelé, aos 82 anos, descansou. Na história, três Copas do Mundo com a Seleção Brasileira, a primeira com apenas 17 anos, dois títulos mundiais e duas Libertadores com o Santos, 1.283 gols na carreira, responsável por paralisar uma guerra na África, embaixador do futebol para o mundo, eleito Atleta do Século e craque do Brasil de 1970, equipe apontada como a maior de todos os tempos. Ninguém chegou perto. 
Você já deve ter ouvido por aí que Pelé atuou em um tempo em que nem todos eram profissionais, que a marcação era mais frouxa, os esquemas táticos nem tão aprimorados e obedecidos. Argumentos de quem nasceu ontem e acredita que só o futebol diante de seus olhos é que lhe traz a verdade. O esporte evoluiu ao longo do tempo, é óbvio, porém cada um só pode ser o melhor na época a qual atuou, o que também é óbvio. Entretanto, diz o ditado que o óbvio precisa ser dito, e precisa mesmo.
Os que dizem isso são os mesmos que esquecem que as condições para ser um astro no passado também não passa nem perto do que se tem hoje. A bola não tinha a mesma qualidade, a chuteira era mais pesada, as roupas sem nenhuma tecnologia. Esses mesmos mostram total ignorância com os gols, dribles e lances mágicos (inclusive até finalizações que não se tornaram gol), que o Rei do Futebol proporcionou em meio às dezenas de bordoadas que levava de seus marcadores à época. Basta uma busca rápida no YouTube para confirmar isso. 
Gerações à parte, resultados são comparáveis. E ninguém tem, até hoje, um legado do tamanho do de Pelé. Multicampeão pela Seleção e pelo Santos, número de gols. E tudo isso de forma encantadora e eficiente. O Rei, que mesmo atuando em um time paulista, levava 200 mil pessoas para vê-lo jogar no Maracanã. Um jogador que arrebatou multidões por onde passou e fez do futebol o esporte mais praticado no mundo. Todos conhecem Pelé. Sua importância para o esporte vai além do que acontece dentro das quatro linhas, é a representação do tamanho que o esporte alcançou. 
Em plena Copa do Mundo do Catar, a camisa amarela da Seleção estava em torcedores de dezenas de países diferentes. Uma história criada pelos ídolos, a qual Pelé foi o pioneiro. Se a Seleção Brasileira é o que é hoje, e o futebol rompeu as fronteiras em todos os pontos do globo terrestre, o Rei do Futebol tem grande parte nisso. 
Mas é isso. Não se vive para a sempre! Pelé deixa o mundo dos vivos e se consolida como a lenda que foi em vida. Não há apaixonado por futebol que não se lembrará do icônico soco no ar nas comemorações dos gols. Gesto eternizado, assim como o talento que mostrou ao mundo. Obrigado, Rei. Descanse em paz.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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