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Duelo Psicológico

Vasco ganha novo fôlego e vê emocional do elenco do Botafogo ir para o espaço

Clássico mostrou um Vasco guerreiro e um Botafogo apático, que parece já sentir que o título do Brasileirão pode escorrer entre os dedos

Publicado em 07 de Novembro de 2023 às 02:00

Públicado em 

07 nov 2023 às 02:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Diego Gosta e Paulo Henrique mostram bem o contraste do clássico entre Vasco e Botafogo
Diego Gosta e Paulo Henrique mostram bem o contraste do clássico entre Vasco e Botafogo Crédito: Jorge Rodrigues/AGIF
Quando a bola rolou em São Januário para o clássico entre Vasco e Botafogo, válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, na noite desta segunda-feira (6), todos os envolvidos já sabiam que o resultado seria cruel para o lado que perdesse ou no mínimo ruim para os dois em caso de empate. Mas como o Gigante da Colina saiu vencedor pelo placar mínimo, pior para o Glorioso.
O time cruz-maltino ganhou novo fôlego para lutar contra o rebaixamento. São sete pontos conquistados nos últimos nove disputados, e a vitória no clássico resultando em sua saída da zona da degola. O ânimo está renovado para a difícil disputa, que permanece embolada, e que continuará com episódios dramáticos até a última rodada do Brasileirão.
O fator diferencial do Vasco nesse momento é um elenco que tem muita raça, um treinador experiente que está conseguindo retirar o melhor do que tem em mãos, inclusive de jogadores que tinham sido esquecidos em São Januário, e uma torcida apaixonada, que carrega o time no colo se necessário. O Gigante da Colina hoje tem de onde tirar forças e recursos técnicos e de comando para sair do buraco.
A vitória sobre o Botafogo fala muito sobre o momento do Vasco. Durante 30 minutos foi dominado pelo rival, mas se defendeu com tranquilidade e abriu o placar em sua primeira finalização no jogo. O gol veio de onde ninguém esperava: Paulo Henrique, lateral que estava perdido no elenco, mas que ganhou seu espaço, vem mostrando seu valor e decidiu o clássico. É o rosto de um time operário, que se recusa a deixar de lutar.

Líder abalado

Por outro lado, o derrotado Botafogo sente o peso do mau momento. A liderança que já foi de 12 pontos para os rivais desapareceu. O time não só oscila, como se mostra psicologicamente abalado. A derrota em casa para o Palmeiras, da forma que foi, destruiu o emocional dos jogadores. Tanto que diante do Vasco, o Glorioso não conseguiu apresentar um bom futebol.
É lógico que as ausências dos zagueiros Adryelson, Victor Cuesta, e do volante Marlon Freitas fizeram falta. Boa parte do sistema defensivo estava remendado e isso fez diferença na partida. Porém, mesmo com mais posse de bola e dominando as ações em partes do jogo, o time não conseguiu assustar o Vasco. Os meias e atacantes com os semblantes expressando preocupação e falta de direcionamento. Pareciam não saber o que fazer.
A entrevista de Marçal, capitão do time, após o jogo é sintomática. “Não encaramos como uma final”. Ué!? O time é líder do campeonato, ainda tem um jogo a menos, está ameaçado pelos rivais na tabela e luta por um título que não ganha há 28 anos. O que mais precisa para encarar cada jogo como uma decisão? Precisam de mais o que para estarem motivados?
O momento do Botafogo é péssimo, justo quando não poderia ser. E à frente do elenco está o limitadíssimo Lúcio Flávio, que também parece ter sofrido o baque e não sabe como reagir. Ainda dá para ser campeão? Claro que dá! Mas vai ter que se recuperar e tirar forças de algum lugar para não ver uma iminente conquista se perder entre os dedos.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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