Convocado para a seleção brasileira de basquete pela primeira vez em 2017, Yago já trilha uma caminhada de oito anos vestindo as camisas verde e amarela. Em todo esse tempo ele dividiu a posição de armador com grandes jogadores, entre eles Marcelinho Huertas, ídolo do basquete nacional, que construiu uma linda trajetória no basquete e se despediu da seleção nas Olimpíadas de Paris, em 2024. E com isso, o atleta de 26 anos passa a ser a principal referência na construção de jogadas do time comandado por Aleksandar Petrović.
No Sesc Guarapari, na Região Metropolitana do Espírito Santo, onde realiza a preparação para a Americup, Yago falou sobre o desafio de manter o alto nível em sua posição e garantiu que está pronto para conduzir o legado que Huertas deixou na seleção brasileira.
"Poder dividir a quadra com Huertas foi um sonho para mim. Lógico que eu e ele somos muito diferentes, ele tem muito mais coisa que eu, mas ele deixou um legado e precisa ser seguido. E se esse legado está nas minhas mãos, eu vou fazer o melhor possível para suprir isso de alguma forma. Eu estou pronto. É tudo o que eu sempre quis: liderar a seleção, liderar o meu time... E é para isso que eu treino todo dia e me preparo sempre", declarou o armador.
"É um dos melhores momentos da minha carreira, tanto na Europa quanto em questão de Seleção. E eu estou bem animado para essa competição (Copa América), por tudo que, não só eu, mas os outros jogadores que começaram comigo se tornaram, e estão fazendo nos clubes e também na seleção. Estou confiante como sempre fui, mas hoje eu sou um Yago diferente, um Yago melhor em todos os aspectos. E eu acho que isso tem muito a agregar para a Seleção Brasileira", pontuou.
Na última quarta-feira (6), o treino da seleção recebeu a visita de 800 crianças vindas de projetos sociais parceiros da Federação Capixaba de Basquete (Fecaba), do Instituto Anderson Varejão, da Rede Sesc de Educação e de instituições atendidas pela Assistência Social do Sesc-ES. Yago foi um dos jogadores mais festejados pela criançada e falou sobre a responsabilidade de ser referência para os mais jovens.
"Poder vir aqui e receber todo esse carinho com a seleção brasileira é uma coisa gigantesca. Então, fico muito feliz, não só por esse projeto que veio aqui no treino, mas pelo meu projeto também. E tudo o que eu puder fazer por todas as crianças, dando exemplo ou ajudando de alguma forma, não só aqui, mas no Brasil inteiro, eu vou fazer. Acho que é o meu papel, como é o papel de todo mundo aqui, dar bons exemplos e inspirar as pessoas a serem melhores", comentou o atleta que em 2021 lançou o projeto social Monstrinho, que atende 180 crianças e adolescentes em Tupã, no interior de São Paulo.