Os norte-americanos elegeram um multimilionário soberbo e arrogante como presidente, Donald Trump, e com ele, o homem mais rico do mundo, Elon Musk, nomeado para um cargo criado especialmente para ele, o Doge, cujas iniciais nos remetem aos poderosos mandatários de Veneza, quando essa era a ‘Sereníssima República’, senhora do mundo em torno do Mar Adriático.
O Doge -Departamento de Eficiência Governamental- foi criado para cortar gastos e reformular agências governamentais, gerando alarme entre funcionários federais e processos na justiça. Nas três primeiras semanas desde que o republicano assumiu o cargo, o Doge demitiu ou suspendeu milhares de funcionários do governo, exigiu acesso a sistemas de pagamento confidenciais, desmantelou uma importante agência internacional de ajuda humanitária – a Usaid - e acessou dados e informações privados de milhões de norte-americanos.
O Departamento de Eficiência Governamental é composto por uma equipe de engenheiros de software na faixa dos 20 anos, sem experiência governamental, mas com currículos com grandes realizações no campo da tecnologia. São os ‘musketes’, capazes de tudo para enriquecer como o chefe.
Elon Musk não pode ser presidente dos EUA, pois nasceu na África do Sul, numa família rica de Pretória, mas age como se o fosse. Com carta-branca de Trump, dá entrevista na Casa Branca aos jornalistas, anunciando suas novas medidas, como se fosse o chefe supremo do país.
Na última delas, levou o filho caçula, um tal de X não sei o quê, de três anos, que agiu como o inconsciente do pai, ao se dirigir ao presidente: - “Cale a boca. Você não é o presidente”. O vídeo do menino riquinho viralizou no mundo, e todos vimos que o moleque estava dizendo o que estamos pensando: o governo está nas mãos do homem mais rico do mundo, que possui contratos multimilionários com o governo norte-americano e, claro, vai sair mais rico ainda à custa do sofrimento de milhares de pessoas.
Muita água ainda vai rolar. Veremos a que tudo isso vai dar. Vaticinar é prematuro. O certo é que os eleitores de Trump provocaram uma reviravolta na política interna e externa do país, quando elegeram Trump-Vance e Musk, três déspotas da extrema-direita, arrogantes e soberbos.
E a soberba, pecado capital que se opõe à humildade e à modéstia, é assim citada na Bíblia: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Provérbios, 16:18-19). Aguardemos as cenas do próximo capítulo dessa tragédia prenunciada. A ‘bispa’ de Washington já o alertou, desde o primeiro dia de governo. Quem procura e acha não perdeu nada, já dizia minha avó.