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Mundo

Os senhores das guerras: assim descaminha a humanidade

Em 2024, o mundo registrou o maior número de guerras em setenta anos. Foram 61 conflitos em 36 países

Publicado em 30 de Junho de 2025 às 04:30

Públicado em 

30 jun 2025 às 04:30
Francisco Aurelio Ribeiro

Colunista

Francisco Aurelio Ribeiro

faribe@gmail.com

Por trás de quase todas as guerras do mundo, estão os Estados Unidos, a maior potência bélica do planeta e o maior produtor e exportador de armas, que alimenta todas as outras. Mr. Trump, o espetaculoso louco que governa os EUA, por vontade maioritária de seus eleitores, é o principal “senhor das guerras”, ao lado de Putin e de Netanyahu, seu capacho, além de outros líderes das principais nações bélicas do mundo.
Depois que a guerra na Ucrânia, que abala o mundo há mais de três anos, saiu um pouco do noticiário, embora a carnificina do povo ucraniano continue, para dar lugar à de Gaza, onde milhares de mulheres e crianças são massacrados, diariamente, surge uma nova guerra entre Israel e Irã.
Israel iniciou o ataque, com mísseis contra instalações militares iranianas, matando militares e cientistas envolvidos nas indústrias de energia militar, revidado pelo Irã, que atacou Israel e suas principais cidades, Tel Aviv, Haifa e Berseba. Após uma semana de guerra, os EUA entraram, diretamente, no conflito, atacando as usinas de energia nucelar iranianas, com bombas nunca utilizadas em guerras anteriores.
Imagem mostra bombardeios de Israel contra a capital do Irã, Teerã
Imagem mostra bombardeios de Israel contra a capital do Irã, Teerã Crédito: Reprodução
Eles amam uma oportunidade para estrear novas e mais poderosas e se exibir aos seus potenciais compradores. Os países da OTAN acabam de anunciar um substancial aumento de gastos com defesa, de 2 para 5%. Tudo para agradar ao Trump e a sua sanha de obter mais lucro para seu país e “fazer a América grande de novo”, a famigerada Maga.
Concomitantemente, há muitas guerras invisíveis ocorrendo pelo mundo, como a do Iêmen, onde milhares de crianças morrem diariamente, sobretudo de fome e de sede, como em Gaza. A no Sudão, iniciada em 2023, é um conflito entre as forças armadas sudanesas e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). A disputa é por poder e controle territorial, agravada por tensões preexistentes entre os líderes militares. O conflito resultou em milhares de mortes, milhões de deslocados internos e refugiados, e uma crise humanitária ligada à insegurança alimentar.
Na República nada Democrática do Congo, o grupo rebelde M23 tem estado em conflito com o governo congolês, especialmente na província de Kivu do Norte. O M23, liderado por tutsis, acusa o governo congolês de não cumprir acordos de paz anteriores e busca proteger os direitos da minoria tutsi na região. O conflito causa uma grave crise humanitária, com milhões de pessoas deslocadas e relatos de graves violações dos direitos humanos cometidas por ambas as partes.
Na Etiópia, as forças pró-governo e os rebeldes da região de Tigré duelam no norte do país desde novembro de 2020; os rebeldes tomaram o controle da região e, desde então, avançaram para locais próximos de Amhara e Afar. O conflito já deixou milhares de mortos.
Em Mianmar, em fevereiro de 2021, o exército do país derrubou o governo eleito, prendeu líderes políticos, fechou o acesso à internet e suspendeu os voos internacionais. Isso resultou em uma guerra civil que já dura mais de quatro anos entre militares e grupos organizados de civis armados. Cerca de 12 mil pessoas foram mortas desde que os militares tomaram o poder. Segundo a Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), mais de quatro milhões de pessoas deixaram suas casas no país e há 1,5 milhão de refugiados.
Além dessas, há guerras civis no Haiti, na Síria, na Nigéria, em Burkina Faso e em outros países. Em 2024, o mundo registrou o maior número de guerras em setenta anos. Foram 61 conflitos em 36 países, após a Segunda Guerra Mundial, a maioria ocorrente na África, 28, seguido pela Ásia, 17 e Oriente Médio, 10, conforme dados do Instituto de Pesquisas de Paz de Oslo, tudo para satisfazer a sanha (rancor) ou sânie (podridão) dos “senhores das guerras”. E assim descaminha a humanidade...

Francisco Aurelio Ribeiro

É doutor em Letras, professor e escritor. Seus textos tratam de literatura, grandes nomes do Espírito Santo e atualidades.

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