Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Segurança Pública

Coronel Ramalho: a volta dos que não foram

O discurso está afinado, até porque experiência não lhe falta e estava no comando da Segurança Pública até pouco tempo atrás, mas isso de fazer concurso para a PM, no quadro atual, sou obrigado a dizer, é uma “desprioridade”

Publicado em 01 de Janeiro de 2023 às 00:30

Públicado em 

01 jan 2023 às 00:30
Henrique Herkenhoff

Colunista

Henrique Herkenhoff

henriquegh@gmail.com

O secretário Alexandre Ramalho participou da operação
O secretário Alexandre Ramalho Crédito: Reprodução/ TV Gazeta
Depois de uma votação expressiva, porém insuficiente, Ramalhão, como bom filho, à casa torna. Você pode tirá-lo da polícia, mas não tirar a a polícia de dentro dele. Volta declarando a intenção de retomar alguns projetos, mas atualizou o discurso tendo em vista a tragédia nas escolas de Aracruz.
Neste último aspecto, a PMES tem em mãos um recurso fantástico, que já mostrou produzir grandes efeitos a baixo custo, mas durante muito tempo foi visto com desconfiança dentro da própria corporação e, na prática, funcionava na Sedu: a Patrulha Escolar. Algo construído por policiais, professores e pedagogos, MP, Juizado da Infância e Juventude e mais quem podia colaborar.
O policiamento preventivo no campo é um sonho antigo, mas há uma razão para ele ficar sempre no projeto: patrulhar apenas a área urbana, infinitamente menor, já consome um enorme efetivo e mesmo assim ficam “claros”. Talvez o uso intensivo de tecnologia, cada vez mais barata e eficiente, e muita criatividade possam tirá-lo do papel, mas é um desafio e tanto e há riscos a correr.
Por outro lado, não dá para concordar com a priorização de aumento de efetivo da PM, por diversas razões. Uma é que a instituição ainda carrega muitas cicatrizes e mesmo feridas abertas de seu movimento paredista há alguns anos; e é um processo natural que os novos contingentes sejam contaminados em vez de servirem de “oxigenação”. O problema da PM é outro e precisa ser enfrentado. Mais soldados vão até atrapalhar em vez ajudar, até porque representam custos e problemas adicionais.
Além disso, o que continua cada vez mais defasado são os efetivos da Polícia Penal e da Polícia Civil. O primeiro já tem a sua solução anunciada, mas a segunda continua patinando: não tem capacidade para atender os flagrantes trazidos pela PM, ao passo que o teleflagrante foi uma excelente ideia, porém sua execução tem sido alvo de críticas ácidas.
E, claro, não se investiga praticamente nada além dos crimes letais, especialmente homicídios e latrocínios. A investigação, por exemplo, é muito mais promissora, menos complicada e menos cara para enfrentar os crimes no meio rural do que qualquer patrulhamento.
Em resumo, em tudo o mais o discurso está afinado, até porque experiência não lhe falta e estava no comando da pasta até pouco tempo atrás, mas isso de fazer concurso para a PM, no quadro atual, sou obrigado a dizer, é uma “desprioridade”, é estratégia que aprenderam com Tite.

Henrique Herkenhoff

É professor do mestrado em Segurança Pública da UVV. Faz análises sobre a violência urbana e a criminalidade, explicando as causas e apontando caminhos para uma sociedade mais pacífica. Escreve aos domingos

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Liga Ouro de basquete 2026: Joaçaba elimina Cetaf
Cetaf perde Jogo 3 e é eliminado da Liga Ouro de basquete
Imagem de destaque
A revolta com soldado de Israel que vandalizou estátua de Jesus no Líbano
Imagem de destaque
Ataque a tiros em pirâmides do México deixa turista morta e várias pessoas feridas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados