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Covid-19

A responsabilidade de cada um de nós para evitar o colapso no ES

A esperança que fica é a de que a quarentena dos próximos 14 dias resulte em redução dos índices de ocupação de leitos hospitalares e da quantidade de contaminados e de óbitos

Publicado em 19 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

19 mar 2021 às 02:00
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

jccsvt@terra.com.br

Movimento do comércio na avenida Central no bairro Laranjeiras, na Serra, no primeiro dia de quarentena no ES
Comércio deve ficar fechado durante quarentena de 14 dias no ES Crédito: Ricardo Medeiros
O secretário da Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, não podia ser mais explícito quando, na quarta-feira (17), repercutiu o decreto do governador do Estado que, na véspera, determinou quarentena de 14 dias com restrições de serviços e atividades, exceto os essenciais: “Precisamos nos programar para ficar esses 14 dias em casa; se essas medidas falharem, não haverá leitos de UTIs para todos”. “As medidas são duras, mas extremamente necessárias”, completou.
O secretário tem sido incansável, desde o início da pandemia, em alertar os capixabas sobre a necessidade de seguir as recomendações das autoridades de saúde de respeitar o isolamento social, usar constantemente a máscara e sempre higienizar as mãos, já que não há tratamento precoce que possa estancar a disseminação da Covid-19. E a imunização, através da vacinação, sabemos todos, caminha a conta gotas, alcançando até agora pouco mais de 4% da população.
Não havia outra alternativa para o governador senão decretar novas medidas de restrições. Por isso, recebeu o apoio imediato dos outros poderes – Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas – e dos dirigentes mais conscientes da indústria, do comércio, da agricultura, dos transportes e das religiões.
“O que estamos fazendo é o certo, vamos cumprir o nosso dever”, disse o presidente do Tribunal de Contas, Rodrigo Chamoun, conclamando os capixabas a respeitarem as restrições. E é o que nos cabe fazer, já que o novo comportamento da doença, como alerta o secretário de Saúde, está levando a óbito um grande número de pessoas entre 18 e 44 anos que não tinham qualquer comorbidade, o que se contrapõe à percepção de que só os idosos com comorbidade estariam vulneráveis à contaminação.
A esperança que fica é a de que a quarentena dos próximos 14 dias resulte em redução dos índices de ocupação de leitos hospitalares e da quantidade de contaminados e de óbitos para que não corramos o risco de ficarmos sem vaga nos hospitais e termos a quarentena prorrogada. Cabe a cada um de nós contribuir para que essa situação de colapso não ocorra.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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