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Reencontros

Uma geração capixaba com 50 anos de lembranças

Dizem que o “nosso tempo” não é aquele que já passou, mas o agora. Concordo. Mas concordo também que é muito bom, prazeroso e necessário, guardar com carinho as boas lembranças do tempo que já vivemos

Publicado em 10 de Dezembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

10 dez 2021 às 02:00
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

jccsvt@terra.com.br

Dois eventos, na semana passada, me remeteram de volta aos anos 1970. No dia 1º, quarta-feira, no Palácio das Artes Sônia Cabral (a antiga Assembleia Legislativa, na Cidade Alta), o Concerto Bossa Clássica Jazz com Jorginho Saadi ao piano e Fernando Rueda no baixo, promovido pela Secretaria de Cultura do governo do Estado. No sábado (4), o encontro da turma de formandos de 1971 da Escola Politécnica da Ufes, organizado, como sempre, de maneira impecável pela equipe liderada por Celma Lofego e Ernane Mozine.
No concerto, Jorginho caprichou na escolha do repertório que incluiu composições de sua autoria (“Costa Pereira”, “Vitória-Rio Flight”, rememorando os tempos da bossa-nova) e obras clássicas dos anos dourados da música brasileira – enriquecidas com os seus arranjos ao piano – como “Devaneio” (de Cariê Lindenberg), “Samba de uma nota só” e “Águas de Março” (Tom Jobim), “Pigmaleão 70” (Marcos Valle), “Bebê” (Hermeto Paschoal), “Resposta ao Tempo” (Cristovão Bastos) e “Trem Azul” (Lô Borges). Houve tempo também para “Mr. Lucky” (Henry Mancini) e “Lugar Comum”, música composta por Jorginho com letra de Tina Tironi. No final, o “bis” com “Se todos fossem iguais a você” (Tom e Vinicius de Moraes).
A noite mágica da música de Jorginho acabou por se conectar com as comemorações dos 50 anos de formatura dos engenheiros da turma de 1971 graças, em boa parte, ao meu reencontro com Chequer Hanna Bou-Habib, colega e amigo que esteve presente ao concerto e, é claro, ao evento de sábado. Já no Palácio Sônia Cabral recordamos os tempos da faculdade, assunto predominante na festa dos formandos.
No sábado, no Cerimonial Perim, em Itaparica, tivemos a oportunidade de reencontrar 25 outros colegas e amigos e comemorar a vida. Afinal, estávamos juntos, com saúde, para contar e cantar, como Gonzaguinha, que “a vida é bonita”. Perdemos colegas, ao longo desses 50 anos, mas a maioria continua, mesmo distante fisicamente, comunicando-se graças à internet e ao nosso “detetive virtual” Reginaldo Vello Loureiro. Reginaldo que é, sem dúvida, o maior incentivador desses encontros que, fora o do ano passado em que a segunda onda da Covid-19 ameaçava a humanidade, têm se repetido anualmente.
A festa – que foi prestigiada pelo amigo e professor José Maria Nicolau, presidente, nos anos 1970, do Centro Acadêmico Dido Fontes – teve a bela e boa música popular brasileira (providenciada pelo colega Valtuir Trevezan), os tradicionais e maravilhosos doces libaneses oferecidos por Marcos Saleme, e ainda os autógrafos dados nos ótimos livros “A herança e outros escritos escolhidos” (do colega Chequer Hanna) e “Mentes Despertas” (que conta com a participação do colega Antonio Carlos Ribeiro Valente com o texto “Santo ou Piloto”).
Não faltaram, é claro, as deliciosas histórias de nossas aulas, dos nossos professores, do rigorosíssimo vestibular e dos inesquecíveis colegas que se foram. Ficou também registrado o desejo de que essas lembranças sejam documentadas – quem sabe em um livro? – já que, como filosofou João Miranda (frase já apropriada pela turma), o “computador tem memória mas não possui lembranças”. No final, não faltou – e nem poderia faltar – a apresentação da canção-símbolo da turma, “Topografia”.
Dizem que o “nosso tempo” não é aquele que já passou, mas o agora. Concordo. Mas concordo também que é muito bom, prazeroso e necessário, guardar com carinho as boas lembranças do tempo que já vivemos. Lembranças como as reavivadas na semana passada pelo concerto de Jorginho e pelo reencontro da turma de 1971.

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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