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Saúde

Comer pouco aumenta a expectativa de vida?

Até macacos, submetidos a importante restrição calórica, passam a viver mais que aqueles que comiam o quanto quisessem dos alimentos disponíveis

Publicado em 28 de Agosto de 2025 às 05:02

Públicado em 

28 ago 2025 às 05:02
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

lauropintoneto@gmail.com

Durante décadas, diversos pesquisadores têm buscado entender por que a restrição calórica parece estender a duração da vida de muitos animais. Estudos prévios em vermes nematódeos, moscas e camundongos vêm demonstrando que menor ingestão de alimentos pode aumentar a expectativa de vida.
Até macacos, submetidos a importante restrição calórica, passam a viver mais que aqueles que comiam o quanto quisessem dos alimentos disponíveis. Cientistas já sabiam que uma determinada proteína era ativada pela restrição calórica e desempenhava os benefícios do prolongamento da vida.
Pesquisadores da Universidade Xiamen na China publicaram na Nature um trabalho deveras interessante que desvenda a principal molécula relacionada à extensão da longevidade, ao menos em vermes e moscas. Essa molécula, chamada ácido litocólico, existe nos humanos, é produzida por bactérias no intestino e auxilia na digestão de gorduras.
Os pesquisadores chineses foram além: eles alimentaram os vermes, as moscas e camundongos com ácido litocolico e demonstraram que esses animais viveram mais sem a necessidade de passar pela restrição calórica.
Os pesquisadores descobriram que essa substância ativa uma proteína chamada AMPK, relacionada à longevidade nesses animais. Um estudo publicado também na Nature há três anos registrou níveis elevados de ácido litocólico em japoneses centenários.
prato de comida: arroz, feijão, batata frita, tomate e alface
Prato de comida Crédito: shutterstock
Calma, caro leitor, na verdade não existem dados de que o ácido litocólico tenha efeito semelhante em seres humanos. Também a restrição calórica pode ter efeitos na massa muscular nas pessoas, reduzir força e massa magra, com risco de maior suscetibilidade a infecções.
De qualquer forma os pesquisadores chineses lembram que dietas com restrição calórica trazem, se bem conduzidas, benefícios à saúde humana, melhorando resistência insulínica, controle da obesidade, da dislipidemia e de outras situações clínicas. A identificação precisa das moléculas envolvidas nesses benefícios, pode ser uma nova intervenção médica bem sucedida. O time de pesquisadores está estudando primatas com o objetivo de entender melhor ação do ácido litocólico e o momento adequado de usá-lo. 

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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