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Ciência

Menino ou menina? Uma curiosa descoberta sobre o sexo dos bebês

Os pesquisadores de Boston analisaram a gravidez de 58.007 enfermeiras nos Estados Unidos entre 1956 e 2015 e observaram dados muito interessantes

Publicado em 14 de Agosto de 2025 às 04:01

Públicado em 

14 ago 2025 às 04:01
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

lauropintoneto@gmail.com

Um costume recente tem sido a realização dos chás revelação, quando se desvenda para familiares e amigos o sexo de um bebê que vai nascer. Na era medieval, casamentos podiam ser desfeitos se a rainha não desse à luz um varão. A mentalidade machista culpava sempre a mulher... até recentemente a medicina achava que a chance de cada gravidez gerar um menino ou menina era de 50%, como um cara ou coroa de uma moeda lançada ao alto.
No entanto, não é bem assim. Um estudo publicado recentemente no "Science Advances", por pesquisadores da prestigiada Harvard, trouxe resultados inesperados. O sexo do bebê não é tão aleatório como se pensava: a idade da mãe e fatores genéticos podem ter influência.
Os pesquisadores de Boston analisaram a gravidez de 58.007 enfermeiras nos Estados Unidos entre 1956 e 2015 e observaram dados muito interessantes. Em famílias com duas crianças somente era mais frequente que estas fossem de sexo diferente, ao contrário de famílias com 3 ou mais filhos, quando era mais frequente que fossem do mesmo sexo.
Avançando no estudo, observaram que mulheres que tinham o primeiro filho após os 29 anos tinham mais chance de ter somente meninos ou meninas em sequência do que mulheres que engravidavam antes dos 23 anos. Os cientistas observaram que mudanças no pH vaginal poderia explicar esse fenômeno, afetando o desempenho dos espermatozoides que carreassem cromossoma Y ( que gera meninos) ou cromossoma X (que gera meninas).
Uma detalhada análise genômica revelou que uma alteração no cromossoma 10, em um gene chamado nsun6, era associada a uma maior probabilidade de uma mãe gerar somente meninas, enquanto mulheres com uma simples alteração no cromossoma 18, próximo a um gene chamado tshz1, teriam maior probabilidade de gerar sempre meninos.
O estudo não pesquisou influência paterna, mas os pesquisadores admitem que ela pode existir.
Enfim, os cientistas concluem pela dificuldade de replicar um estudo desse tipo e pesquisar novas possíveis influências em razão da tendência moderna, nos mais variados países, de redução do numero de filhos nas diversas culturas.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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