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Coronavírus

Novas variantes da Covid-19: vacinas ainda são as melhores armas

Novas subvariantes da Ômicron, em particular a BQ.1, estão causando aumento de casos de Covid em todo o país e também no Espírito Santo

Publicado em 17 de Novembro de 2022 às 02:00

Públicado em 

17 nov 2022 às 02:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

lauropintoneto@gmail.com

Desde o início de novembro, novas subvariantes da Ômicron, em particular a BQ.1, estão causando aumento de casos de Covid-19 em todo o país e aqui também no Espírito Santo. Felizmente, com a maioria das pessoas vacinadas, em geral são casos leves de resfriado, às vezes muita coriza, tosse, garganta arranhando e dor no corpo, muitas vezes até com febre alta.
Mas... Existem ainda muitas pessoas não vacinadas ou que não tomaram reforços, de alguma forma influenciadas pelas fofocas disseminadas nas redes sociais. Idosos e imunossuprimidos também são mais vulneráveis. Tudo indica que o vírus da Covid-19 vai permanecer entre nós.
Novo estudo, recentemente publicado na prestigiada revista científica "Nature", em 10 de novembro, explica que estudos genômicos recentes mostraram que o vírus causador da Covid provavelmente compartilha um ancestral comum aos coronavírus de morcegos. Estes estudos demonstraram que essa ancestralidade provavelmente ocorreu em 2016 (três anos antes de 2019). Os cientistas explicam que a chance de achar este ancestral é próxima a zero, em razão das contínuas recombinações que fazem os coronavírus. São estudos que reforçam a ideia de  que o vírus surgiu na natureza como tantos outros.
As vacinas e seus reforços ainda são as melhores armas a serem usadas. É fundamental que todos tomem as vacinas recomendadas para sua faixa etária e seu grau de imunossupressão.
Esperamos que a Anvisa aprove logo as novas vacinas bivalentes. A Pfizer e a Moderna têm vacinas mais atualizadas, mais bem adaptadas às novas variantes da Ômicron. Quando aprovadas, deverão ser usadas para novos reforços. São chamadas de bivalentes porque têm adaptação para cepas originárias de Sarscov-2, bem como para novas cepas Ômicron.
Existe ainda a disponibilidade de um tratamento precoce com Paxlovid para as pessoas imunossuprimidas ou idosos acima de 65 anos com Covid, que quando usado até o quinto dia dos sintomas, encurta e ameniza a doença e suas complicações.
Uma amiga de São Paulo me ligou dizendo que o marido de 81 anos estava com Covid. Orientei-a a procurar o seu médico pedindo uma receita de Paxlovid que seria dispensado somente no serviço público. Ela me retornou dizendo que seu médico afirmou que seu marido não precisava de Paxlovid porque o caso era leve (o remédio só é indicado em casos leve a moderados, com riscos de complicar).
Daí o doutor prescreveu prednisona e azitromicina... Medicamentos contra-indicados para Covid leve a moderada. Deve ser a tal autonomia médica... Acho que estou ficando velho. Quando eu me formei anos atrás, desprezar medicamento eficaz em troca de remédio sem efeito tinha outro nome.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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