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Pandemia

Tsunami da Ômicron preocupa, mas é possível superá-lo

Uma orientação e vigilância real contra aglomerações neste período poderia ter ocorrido, assim como esclarecimento de uso e mesmo distribuição de máscaras mais eficazes à população

Publicado em 27 de Janeiro de 2022 às 02:00

Públicado em 

27 jan 2022 às 02:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

lauropintoneto@gmail.com

Teste de covíd - RT-PCR - antígeno
Uma articulação com Anvisa teria solucionado o impasse do autoteste, reduzindo a avalanche de procura a laboratórios e postos de exame Crédito: Shutterstock
A nova onda da variante Ômicron é na verdade um autêntico tsunami que agita e desestabiliza os atendimentos nos serviços de emergência, laboratórios, farmácias, enfim, diversos serviços de saúde no Estado, e desfalca atendimento em setores essenciais da economia. A Ômicron tem uma capacidade de transmissão tão intensa que muitos pesquisadores a comparam ao sarampo, uma das mais transmissíveis doenças infectocontagiosas.
Talvez o período de incubação média da Covid tenha encurtado para três dias, e mais cedo os testes positivam nas pessoas infectadas. Diversos relatos têm apontado para uma menor agressividade dessa variante, com doença pulmonar menos frequente, menor taxa de hospitalização e óbitos. Além disso, de modo diferente da onda causada pela variante Gama em abril do ano passado, temos um enorme percentual de pessoas vulneráveis vacinadas, o que contribui para menor gravidade dessa nova onda.
Por outro lado, as vacinas, mesmo protegendo a maioria das pessoas das formas graves, não impedem o contágio. Pessoas muito idosas, com comorbidades, mais vulneráveis, têm risco, mesmo com a Ômicron, de formas mais graves. Assim, é inevitável que esse autêntico tsunami de casos acabe aumentando o número de hospitalizações e mortes.
Existisse de fato uma coordenação nacional de combate à pandemia, existisse um Ministério da Saúde de verdade, inúmeras iniciativas poderiam ter tornado esse momento menos custoso. Uma articulação com Anvisa teria solucionado o impasse do autoteste, reduzindo essa avalanche de procura a laboratórios e postos de exame.
Uma orientação e vigilância real contra aglomerações nesse período poderia ter ocorrido, assim como esclarecimento de uso e mesmo distribuição de máscaras mais eficazes como N95 ou mesmo KN95 à população. Uma propaganda maciça e positiva de estímulo à vacinação daqueles que seguem hesitantes nunca existiu. Nada. Eles fazem, na verdade, o contrário!
A boa notícia é que essa tempestade será curta, e depois deveremos ter um longo período de calmaria, quiçá com novas vacinas adaptadas às novas variantes do coronavírus.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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