O inverno europeu se aproxima e uma quarta onda de Covid assusta a Europa. Aqui, no nosso Estado, à medida que se aproxima o verão, a situação é inversa com queda de hospitalizações e mortes. Diversos especialistas têm atribuído a queda de casos graves entres nós à epidemia recente de casos da variante gama (bem próxima à delta) a um custo obsceno de vidas perdidas e também, é claro, ao avanço da vacinação.
Ainda assim, dia sim e dia também, nessa infodemia, circulam boatos e informações falsas sobre as vacinas, como se mentiras repetidas pudessem virar verdades. Muitos insistem em dizer que as vacinas são experimentais quando se submeteram aos rigores das fases pré-clínica e clínicas de estudos padronizados e às exigências das agencias regulatórias mais sérias do mundo, como a FDA (norte-americana), a EMEA (europeia) e a própria Anvisa. Mentiras como presença de alumínio em níveis tóxicos, mortes de idosos, uso de fetos abortados, uso de chips de monitoramento e outras maluquices são repetidas à exaustão, que só cansam as instituições sérias em constantes desmentidos.
Claro que em toda vacinação em massa nas proporções em que estamos fazendo alguns efeitos indesejáveis raros vão ocorrer, mas em risco infinitamente inferior aos riscos da própria doença.
As vacinas são conquistas da humanidade, responsáveis, entre outras vitórias, pela erradicação da varíola do globo, pelo controle da poliomielite, e tantas outras doenças que matavam nossas crianças e hoje estão controladas. Observe o gráfico abaixo, caro leitor, e note a correlação evidente entre os países europeus com maior número de mortes e menor taxa de vacinação. E veja que a maioria dos países da Europa, ao contrário de Israel, estão muito atrasados com a dose de reforço naqueles que mais vacinaram, ou a correlação mostrada seria ainda mais marcante.