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Economia

ES empreendedor: um exemplo para o Brasil

O Brasil precisa aprender com o Espírito Santo. O sucesso está na iniciativa privada e é preciso saber valorizá-la

Publicado em 18 de Janeiro de 2026 às 04:30

Públicado em 

18 jan 2026 às 04:30
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro

leocastro@fibrasa.com.br

A virada do ano trouxe uma série de ótimas notícias para o Espírito Santo, que cada vez mais se notabiliza no país como um estado que valoriza o empreendedor, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento econômico e social de todos os capixabas.
E não falamos do Estado somente em sentido estrito: diversos municípios também têm se destacado em rankings nacionais, mostrando que colhemos os frutos de mais de 20 anos de boas gestões, servindo de referência para o Brasil.
A notícia mais recente é da semana passada: o governo do Estado assinou com a montadora chinesa GWM – Great Wall Motors um termo de compromisso para a implantação de uma indústria de veículos no Estado, durante viagem à China de comitiva que incluiu o vice-governador Ricardo Ferraço e o secretário de Desenvolvimento, Rogério Salume.
Imagem interna de uma das fábricas da GWM
Imagem interna de uma das fábricas da GWM Crédito: Divulgação | GWM
A montadora provavelmente ficará no ParkLog, em Aracruz, de onde vem outra excelente novidade: o acordo assinado no final de dezembro entre a capixaba Imetame e a HGT – Hanseatic Global Terminals, subsidiária da gigante alemã Hapag-Lloyd, uma das maiores transportadoras de contêineres do mundo, para a operação do porto da Imetame na região, um investimento de mais de R$ 2 bilhões, um dos mais importantes do país.
Além disso, o CLP – Centro de Liderança Pública divulgou dias atrás o ranking dos municípios com menor tempo para a abertura de empresas. Nossa Capital, Vitória, aparece em 5º lugar geral do Brasil e em 1ª na Região Sudeste. No ranking do Sudeste, também estão em destaque: São Mateus (3º), Vila Velha (4º), Cariacica (5º), Linhares (6º), Serra (7º), Colatina (10º) e Aracruz (11º).
Isso não é acaso, nem são fatos isolados. Essas informações mostram que o Espírito Santo passa por grandes transformações, após anos e anos de boas gestões que valorizam o empresariado e a iniciativa privada, que é quem realmente gera riqueza. O ambiente favorável aos negócios se espalha pelos municípios, num círculo virtuoso que beneficia todos e que deve servir de exemplo nacional.
O Brasil também precisa ser um país empreendedor: um país e uma sociedade que valorizem o empreendedorismo, pois só assim seremos mais prósperos.
A ideia de consolidar todos os investimentos que estavam em gestação ao Norte de Vitória em um projeto estratégico unificado nasceu de um debate sobre desenvolvimento que eu, Ettore Cavalieri e Ricardo Ferraço fizemos há algum tempo atrás.
A nossa visão era de que o movimento nascendo ali era tão robusto e indutor de prosperidade e crescimento quanto foi Ponta de Tubarão nos anos 60, mas precisava ser consolidado como um projeto único, com visão compartilhada das sinergias e um planejamento de futuro. Dessa concepção surgiu o Parklog, integrando porto, ferrovia, rodovia, ZPE, parques industriais consolidados e prestadores de serviços já com reputação sólida, num movimento que agora já nos traz excelentes notícias.
Esse polo está sendo desenvolvido em parceria com as prefeituras dos 10 municípios da região: Aracruz, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, Serra e Sooretama, com o decisivo aporte da iniciativa privada. É de fato uma iniciativa transformadora, gerando oportunidade para as próximas gerações nas próximas décadas.
A montadora chinesa é outro salto de desenvolvimento. Nos anos 90, o Espírito Santo disputou com outros Estados a atração da Ford, que acabou indo para Camaçari, na Bahia, e que no final das contas decidiu encerrar a produção no local em 2021, suspendendo a produção de carros da montadora norte-americana no Brasil. O complexo industrial foi comprado pela chinesa BYD, para a produção de veículos elétricos.
Agora, numa iniciativa considerada histórica, o Estado assina o compromisso com a GWM, que possui somente uma fábrica nas Américas e no Hemisfério Sul, localizada em Iracemápolis, São Paulo, inaugurada em agosto do ano passado. A GWM é uma das principais montadoras da China, presente em mais de 60 países.
Tanto no Estado como nos municípios que se destacam na atração de investimentos, a receita parece ser uma só: equilibrar as contas públicas, estabelecer uma relação republicana com os agentes econômicos, valorizar o empresariado, regras claras, segurança jurídica, transparência e persistência. Pode não ser simples, mas também não tem mistério e a fórmula funciona. O Brasil precisa aprender com o Espírito Santo. O sucesso está na iniciativa privada e é preciso saber valorizá-la.
O ano começa bem. Estamos na metade de janeiro, ainda dá tempo de desejar um ótimo 2026 para todos nós. Feliz ano novo!

Léo de Castro

Empresario, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Politica Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaco, aborda economia, inovacao, infraestrutura e ambiente de negocios.

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