Segundo a Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o Espírito Santo ficou atrás apenas de São Paulo (37,8%), Minas Gerais (31,7%) e Ceará (10,6%) no ranking nacional.
“O abacate cultivado no Espírito Santo abastece o mercado interno e também é exportado, contribuindo para as economias local e nacional. Atualmente, o Estado conta com 572 estabelecimentos rurais com produção de abacate, dos quais 69% são da agricultura familiar”, contabiliza Enio Bergoli, secretário da Pasta.
No ano passado, destaca Bergoli, o ES exportou 71,1 toneladas da fruta, gerando US$ 96 mil em divisas apenas entre janeiro e agosto. No período, foram 100 toneladas exportadas que renderam US$ 238,8 mil. Os principais destinos são
França e Espanha, responsáveis por 36,5% e 17,8% das divisas, respectivamente.
Os números são eloquentes e mostram a força da produção de abacate na agricultura capixaba. Em 2024, foram colhidas 33.735 toneladas da fruta, resultado de uma área cultivada de 1.344 hectares, o que representa crescimento de 18,2% na área e 14,1% na produção em relação ao ano anterior.
O reflexo, claro, fica bem claro na economia. O Valor Bruto da Produção (VBP) do abacate capixaba ultrapassou R$ 88,7 milhões em 2024, registrando alta de 106% em comparação a 2023, quando o valor era de R$ 43 milhões.
A produção capixaba de abacate é distribuída entre 31 municípios, com destaque para a
Região Serrana. Venda Nova do Imigrante lidera o ranking estadual, respondendo por 46,2% da produção, com 15.600 toneladas. Em seguida vem Marechal Floriano com 4.500 toneladas (13,3%), Vargem Alta com 2.800 toneladas (8,3%) e Castelo com 2.400 toneladas (7,1%).
Outros 27 municípios completam o mapa produtivo com volumes menores, consolidando o abacate como uma cultura em franca expansão no Espírito Santo.