Uma das armas preferidas dos criminosos, a submetralhadora está dando muito trabalho à
polícia no Espírito Santo. Nos primeiros seis meses do ano, já foram apreendidos 104 armamentos desse tipo, quantitativo que representa mais que o dobro das apreensões no mesmo período de 2020. É uma incrível média superior a uma submetralhadora retirada de circulação a cada dois dias.
Em menos de 24 horas, entre a noite de domingo (18) e a manhã desta segunda (19), a Polícia Militar apreendeu duas - uma em Nova Rosa da Penha, em
Cariacica, e outra no bairro Planalto Serrano, na
Serra.
Uma triste e progressiva rotina. Basta olhar o quadro de apreensões de submetralhadoras nos últimos seis anos. Em 2015, foram oito, no ano seguinte, 12; em 2017 e 2018, 14 e 15, respectivamente; daí em diante, o quadro é assustador.
No ano de 2019, o número desse tipo de arma retirada das ruas dobrou e chegou a 33. No ano passado, a explosão de casos: 133 apreensões feitas pela polícia, tendência que continua em alta em 2021.
Esses números não seriam tão altos se não entrasse em ação a figura do armeiro, o especialista em fabricação de armas semi-industriais, como a polícia prefere chamar. Segundo a
Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp), esses criminosos conseguem produzir um armamento pesado, que atira e mata da mesma forma que uma arma industrial. Muitos deles já foram torneiro-mecânicos.
No ano passado, a polícia apreendeu um armeiro em Cariacica e, logo depois, desarticulou uma fábrica clandestina de armas no bairro Vista da Serra I, na Serra. Esse especialista em armas também é encontrado no interior. Em maio último, a Polícia Civil prendeu um armeiro em Jaguaré, no
Norte do Estado.