Ave endêmica da Mata Atlântica do Espírito Santo, a saíra-apunhalada (
Nemosia rourei), reconhecida como uma das espécies mais raras e ameaçadas de extinção do planeta, agora tem uma data dedicada a ela no município de
Castelo: 7 de outubro, Dia Municipal em Defesa da Ave “Saíra-apunhalada”.
“Queremos que o município conheça a importância da conservação, não apenas da saíra-apunhalada, mas de toda a fauna e flora. Essa espécie, tão pequena e frágil, representa para nós um símbolo da natureza e da responsabilidade de mantê-la viva”, afirma o vereador Giane Coradini (Republicanos), autor da proposta.
Segundo ele, a ideia surgiu a partir de visitas à Reserva Kaetés, no distrito de Limoeiro, onde conheceu o trabalho de conservação realizado pelo Instituto Marcos Daniel (IMD).
“Desde a primeira exposição sobre a espécie, passei a entender o simbolismo da saíra-apunhalada, tanto para a conservação quanto para o desenvolvimento do turismo científico e pedagógico na região”, contou Coradini.
Além de Castelo, a saíra-apunhalada, que tem apenas 20 indivíduos conhecidos na natureza, encontra refúgio nas matas de
Santa Teresa e
Vargem Alta, cidade da qual é símbolo desde outubro do ano passado.
A principal ameaça à sobrevivência da saíra-apunhalada é a perda de habitat, resultante do desmatamento, expansão imobiliária, uso indiscriminado de pesticidas, queimadas e exploração irregular de recursos naturais.
Além disso, mudanças climáticas e eventos naturais imprevisíveis também colocam a espécie em risco. A baixa variabilidade genética e a susceptibilidade a doenças agravam ainda mais a situação crítica desta ave.