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Leonel Ximenes

A homenagem de uma cidade à ave rara que só existe no ES

Espécie, severamente ameaçada de extinção, está presente na Mata Atlântica de três municípios capixabas

Publicado em 20 de Outubro de 2025 às 16:46

Públicado em 

20 out 2025 às 16:46
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

A saíra-apunhalada tem apenas 20 indivíduos conhecidos na natureza
A saíra-apunhalada tem apenas 20 indivíduos conhecidos na natureza Crédito: Leonardo Merçon/ Últimos Refúgios
Ave endêmica da Mata Atlântica do Espírito Santo, a saíra-apunhalada (Nemosia rourei), reconhecida como uma das espécies mais raras e ameaçadas de extinção do planeta, agora tem uma data dedicada a ela no município de Castelo: 7 de outubro, Dia Municipal em Defesa da Ave “Saíra-apunhalada”.
“Queremos que o município conheça a importância da conservação, não apenas da saíra-apunhalada, mas de toda a fauna e flora. Essa espécie, tão pequena e frágil, representa para nós um símbolo da natureza e da responsabilidade de mantê-la viva”, afirma o vereador Giane Coradini (Republicanos), autor da proposta.
Segundo ele, a ideia surgiu a partir de visitas à Reserva Kaetés, no distrito de Limoeiro, onde conheceu o trabalho de conservação realizado pelo Instituto Marcos Daniel (IMD).
“Desde a primeira exposição sobre a espécie, passei a entender o simbolismo da saíra-apunhalada, tanto para a conservação quanto para o desenvolvimento do turismo científico e pedagógico na região”, contou Coradini.

AVE MUITO RARA

Além de Castelo, a saíra-apunhalada, que tem apenas 20 indivíduos conhecidos na natureza, encontra refúgio nas matas de Santa Teresa e Vargem Alta, cidade da qual é símbolo desde outubro do ano passado.
A principal ameaça à sobrevivência da saíra-apunhalada é a perda de habitat, resultante do desmatamento, expansão imobiliária, uso indiscriminado de pesticidas, queimadas e exploração irregular de recursos naturais.
Além disso, mudanças climáticas e eventos naturais imprevisíveis também colocam a espécie em risco. A baixa variabilidade genética e a susceptibilidade a doenças agravam ainda mais a situação crítica desta ave.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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