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Leonel Ximenes

A noite em que a polícia teve que se proteger de criminosos em Vitória

Coluna teve acesso aos relatos sobre o ataque a tiros de bandidos contra uma viatura da PM na madrugada desta sexta (6)

Publicado em 06 de Outubro de 2023 às 13:23

Públicado em 

06 out 2023 às 13:23
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Lei seca
Policiais militares participam de blitz na Grande Vitória Crédito: Carlos Alberto Sillva
“Tenham muita atenção ao transitar por Vitória de viatura.” O alerta, em tom quase dramático, foi disparado por um policial em um grupo que reúne policiais civis e militares no Espírito Santo. Ele se referia ao risco de ataque que os agentes da lei podem sofrer de criminosos a qualquer momento na capital capixaba, e nos locais menos prováveis para esse tipo de hostilidade.
E não é um alerta vazio, não se trata de uma preocupação distante da realidade. E tudo isso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (6), quando dois policiais militares ficaram encurralados diante de um ataque inesperado de criminosos. Aos fatos.
Segundo relatos de policiais, feitos de maneira oficial e também informal, aos quais a coluna teve acesso, uma viatura do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM) fazia uma ronda nas imediações da sede do Sebrae-ES, na badalada Enseada do Suá, quando “foi atacada com disparos de grosso calibre e mira a laser advindos do alto do bairro Jesus de Nazareth”.
Na viatura da PM estavam um sargento e um soldado. De acordo com o relato oficial, os dois militares, “surpreendidos com o ataque vindo do morro, “se abrigaram e realizaram o revide, contudo, não foram cessadas as agressões, ficando a equipe encurralada no abrigo”.
Em seguida, o relatório policial descreve que os PMS encurralados não conseguiram se comunicar “diante da incomunicabilidade dos HT’s (radiocomunicadores)”, sendo necessário pedido de reforço através de contato telefônico. Nessa comunicação, os militares alertaram para a necessidade de armamento mais pesado, diante do presumível poderio bélico dos criminosos do bairro Jesus de Nazareth.
O reforço policial chegou, com armamento mais pesado, e acabou ocorrendo um confronto entre militares e criminosos que durou cerca de 20 minutos. Só depois disso os policiais conseguiram deixar o local. “Os disparos cessaram e foi possível realizar a retração em segurança”, diz o relato.
Após as hostilidades, os policiais concluíram que não deveriam avançar em direção ao morro para prender os bandidos e reconheceram a força letal do tráfico: “Em razão do poderio bélico dos criminosos, baixa luminosidade e desvantagem geográfica, as guarnições optaram em não adentrar a comunidade ao encalço dos agressores em prol da segurança das equipes”, diz o comunicado oficial dos policiais militares.
No registro da ocorrência, o saldo: ninguém preso, nenhum material apreendido.

A REPERCUSSÃO DO CASO ENTRE OS POLICIAIS

Em um grupo de policiais, o episódio da madrugada foi intensamente comentado. O tom foi de alerta para as forças de segurança que atuam em Vitória, diante do poderio bélico dos bandidos.
“Foi em um lugar relativamente tranquilo e que não esperavam nunca passar por isso ali naquela região. Então a mensagem é apenas como um alerta para ter cuidado nesse deslocamento”, diz um policial. “Deram muitos tiros para cima deles vindo do morro e ficaram encurralados”, reforça o PM.
Outro policial descreveu a situação lamentando a situação dos colegas diante do ataque dos bandidos: “Largaram o prego (tiros) lá de cima, a equipe não tinha poder de fogo pra revidar e ficou encurralada”.
Uma mensagem postada por um membro do grupo afirma que a mesma situação de desvantagem de armamento de policiais frente a criminosos teria ocorrido recentemente no Morro do Jaburu.
Outro policial informa: “Secretaria de Segurança ciente”.
E a sociedade, também. Ciente e assustada.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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