Os números de mortes no trânsito no Espírito Santo demonstram a vulnerabilidade de quem anda em duas rodas. De janeiro a novembro do ano passado, segundo informações da
Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), aconteceram 743 óbitos. Desse total, 375 foram de motociclistas.
Isso quer dizer que 50,47% das vítimas eram condutores ou passageiros de motocicletas. E essa tragédia não é uma realidade apenas do trânsito do ES. Segundo as informações mais atualizadas do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, as motos foram as principais responsáveis pelos acidentes de trabalho em todo o país.
Em 2022 ocorreram 24.642 acidentes envolvendo motociclistas em todo o território nacional. Para o Ministério Público do Trabalho, o aumento tem a ver com a situação econômica trazida pela pandemia, e esse número pode ser ainda maior.
Para o advogado especialista em Direito de Trânsito Fábio Marçal, a situação inspira preocupação. “A alta proporção de mortes no trânsito do
Espírito Santo envolvendo motociclistas é preocupante e destaca a necessidade urgente de medidas de segurança viária direcionadas a essa categoria. A implementação de políticas eficazes, como educação para o trânsito, fiscalização rigorosa e melhorias na infraestrutura viária torna-se crucial para reduzir esses números e garantir a segurança de todos os usuários das vias”, analisou.
O especialista destacou também que a moto é instrumento de trabalho para diversos profissionais no Estado, o que é um fator que aumenta o perigo para quem anda sobre duas rodas.
“Não raro acompanhamos casos de entregadores que sofreram acidentes ou que vieram a óbito no exercício do seu trabalho, na incumbência de conseguirem chegar a tempo e conseguirem também valor a mais na jornada do dia”, frisou.