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Leonel Ximenes

A “velha violência moderna” que faz cada vez mais vítimas no ES

No ranking de denúncias aparece Vila Velha em 1° lugar, com 163 incidentes, seguido por Serra (162), Vitória (93), Colatina (44) e Cariacica (38)

Publicado em 12 de Setembro de 2024 às 03:11

Públicado em 

12 set 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Stalking pode acontecer de forma virtual ou presencial; Polícia Civil do Espírito Santo investiga casos
Stalking pode acontecer de forma virtual ou presencial Crédito: Freepik
Um tipo de crime tem chamado a atenção no Espírito Santo: a perseguição (stalking). De janeiro a agosto, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), ocorreram 912 denúncias desse delito em solo capixaba, o que dá uma média de um caso a cada seis horas.
Desse total de incidentes registrados em oito meses, 571 se configuraram como “ameaça/perseguição”, enquanto outros 341 foram de “ameaça/violência psicológica contra a mulher”.
No ranking de denúncias aparece Vila Velha em primeiro lugar, com 163 incidentes, seguido por Serra (162), Vitória (93), Colatina (44) e Cariacica (38).
Stalking, ou perseguição obsessiva, é um crime que consiste em perseguir alguém de forma insistente e repetitiva, causando medo e constrangimento à vítima. O termo "stalking" vem do inglês e significa "caçar" ou "perseguir".
O especialista em segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal alerta que a quantidade de ocorrências pode ser ainda maior, haja vista que há subnotificações. “Muitas vítimas têm medo de denunciar os agressores, por vários fatores que vão, por exemplo, de uma dependência financeira até por receio de que algo possa acontecer com seus entes queridos.”
Marçal frisou que a tipificação penal do stalking é recente, vinda de 2021: “A pena prevista é de seis meses a dois anos de reclusão e multa. Isso ainda é pouco, visto o tamanho do prejuízo emocional e também econômico com as vítimas. Há diversas mulheres que deixam de trabalhar por causa da perseguição constante dos agressor”, denuncia.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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