Após 28 anos, o Espírito Santo voltará a receber o Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. A 26ª edição do evento, o mais importante do setor no país, será realizada de 23 a 28 de novembro, no Pavilhão de Carapina, na
Serra. A estimativa de público é de mais de 20 mil pessoas.
Com o tema “A Água como Agente de Transformação: Conectando Pessoas, Saberes e Territórios”, o encontro, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), reunirá cientistas, pesquisadores, gestores públicos e privados, sociedade civil organizada e estudantes para debater desafios e soluções para a preservação e o uso sustentável dos recursos hídricos.
Serão apresentados mais de 1.100 trabalhos técnicos de todas as regiões do país e de países parceiros. Serão ao todo mais de 50 painéis de apresentação de pesquisas, estudos e trabalhos técnicos.
Em pauta, reflorestamento, políticas de segurança para barragens e redução de riscos, segurança hídrica, o impacto do sistema elétrico nas mudanças climáticas, qualidade da água em cenários de vulnerabilidade, dentre outras dezenas de assuntos urgentes.
Além da programação científica com mesas redondas e reuniões, que será divulgada em breve, também haverá um espaço de exposição para marcas apresentarem suas iniciativas para o setor - 40% já está reservada.
Reconhecido como o principal encontro sobre água no Brasil, o simpósio acontece em um momento estratégico: logo após a COP-30, que será realizada no mesmo mês em
Belém (PA), trazendo para o país as reflexões globais sobre mudanças climáticas e sustentabilidade.
“Queremos que o simpósio vá além das discussões acadêmicas e técnicas, promovendo conexões reais entre diferentes setores e mostrando como a água pode ser um vetor de inovação, inclusão e desenvolvimento para o país”, explica o presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Alexandre Kepler Soares.
Ele ressalta que o Espírito Santo, com sua diversidade hídrica e ambiental, será o palco ideal para a troca de conhecimentos, transformando a Serra na “Capital das Águas” durante o evento.
Soares também afirma que o Estado se diferencia pela ampla variedade de usos da água, que vai da forte atividade industrial, como mineração e petróleo, até a agricultura irrigada, o abastecimento urbano e a agroindústria.
“Em um cenário de
mudanças climáticas e da necessidade de gestão eficiente, a água se reafirma como eixo central para o desenvolvimento sustentável, a segurança hídrica e a qualidade de vida no Estado, além de ser um recurso essencial para a economia e o meio ambiente”, observa.