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Leonel Ximenes

Após 4 anos fechado pela pandemia, bar "diferente" reabre em Vitória

Espaço de arte e cultura promove exposições, lançamentos literários e debates, entre outras atividades no Centro Histórico

Publicado em 07 de Junho de 2024 às 03:11

Públicado em 

07 jun 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Fachada do Trapiche Gusmão, na Rua Gama Rosa
Fachada do Trapiche Gusmão, na Rua Gama Rosa Crédito: Ruy Perini
Centro Histórico de Vitória resiste e volta a abrigar o Trapiche Gamão, um espaço cultural com um pequeno bar que promove eventos como o lançamento de livros, seminários e palestras, em parceria com a Editora Cousa.
Reaberto na noite desta quarta-feira (5), o Trapiche funcionou de janeiro de 2018 a abril de 2020, quando precisou fechar por causa da pandemia de Covid-19. No período, promoveu exposições de artistas de primeira qualidade como Gilbert Chaudanne, Wagner Veiga, Tania Calazans, Jorge Solé e Raquel Falk, além de vários encontros culturais.
Um dos eventos mais importantes e marcantes realizado no espaço foi o Bloomsday, em 2019, em homenagem ao escritor James Joyce e seu romance “Ulisses”. Este evento, realizado no mundo todo, é comemorado anualmente no dia 16 de junho.
Ruy Perini (de camisa branca e mão no queixo) em debate cultural no espaço cultural da Rua Gama Rosa. Na parede, obras de Gilberto Chaudanne
Ruy Perini (de camisa branca e mão no queixo) em debate cultural no espaço da Rua Gama Rosa. Na parede, obras de Gilberto Chaudanne Crédito: Divulgação
Grupos de estudo sobre a obra dos escritores Machado de Assis e Hilda Hilst, palestras com Elisa Lucinda e Viviane Mosé e apresentação de danças pomeranas durante o vernissage das aquarelas de Raquel Falk também ocorreram no imóvel localizado na Rua Gama Rosa, 236.

REINAUGURAÇÃO COM EXPOSIÇÃO E LIVRO

A proposta agora é continuar esse trabalho, iniciando com o evento “Retomando origens”, com a exposição de esculturas em bronze e resina de Nilson Camizão, e lançamento do livro para crianças “A história da estrela do mar”, uma releitura de Ruy Perini para a marchinha de carnaval “Estrela do mar”, de Marino Pinto e Paulo Soledade, lançada por Dalva de Oliveira em outubro de 1951 para o Carnaval de 1952. A entrada é gratuita.
Escultura do artista Nilson Camizão exposta na reabertura do Trapiche Gamão
Escultura do artista Nilson Camizão exposta na reabertura do Trapiche Gamão Crédito: Ruy Perini
As novidades não param por aí. Nesta sexta (7), haverá outro lançamento: “O livro dos Encontros”, por Annelise, pseudônimo de Angélica Gusmão, obra que aborda temas da sexualidade humana, tocando em pontos sensíveis das relações sexoafetivas com leveza e com humor.
“O Trapiche Gamão é um espaço cultural com um pequeno bar. Na primeira etapa funcionou também como café, mas a arte do café exige mão de obra, equipamentos e um espaço muito específico e trabalhoso. Achei que não compensava”, explica Ruy Perini, que é psiquiatra, escritor e proprietário da casa.
Exposição sobre a casa de Hilda Hilst, do artista plástico Wagner Veiga, que marcou a primeira fase do funcionamento do Trapiche
Exposição sobre a casa de Hilda Hilst, do artista plástico Wagner Veiga, que marcou a primeira fase do funcionamento do Trapiche Crédito: Divulgação
A proposta do bar cultural é funcionar de terça a sábado, mas o Trapiche vai abrir em um domingo neste mês por causa de um motivo especial. “No dia 16 faremos a comemoração do Bloomsday, que já é uma tradição também aqui em Vitória, liderada por Wilson Coêlho”, diz Perini.
Ele explica a origem do nome Trapiche Gamão: “Trapiche é um galpão, um depósito, uma galeria, um local de arte. E Gamão é uma brincadeira com a Rua Gama Rosa. Além disso, queremos recuperar nosso projeto original que é transformar o Trapiche numa área de jogos, de gamão, de xadrez, de damas, de dominó”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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