O primeiro dia de efetivo trabalho para o novo secretário estadual de Segurança Pública começou bem cedo, muito cedo. Hoje (8), às 6h,
o coronel Alexandre Ramalho já estava a postos no pátio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cariacica para a primeira operação da
Polícia Civil sob seu comando, a Operação Caim, parte 2.
Em uma rápida, mas contundente mensagem aos policiais, o secretário fez questão de demonstrar o protagonismo da Polícia Civil, enfatizando que a operação que começaria em poucos minutos seria desta Polícia. Enfatizou também a necessidade de todos os agentes da segurança estarem juntos em todas as missões.
Sempre próximo do
delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, e do superintendente de Polícia Especializada, delegado José Lopes, Ramalho deu instruções técnicas aos policiais e fez uma saudação de reconhecimento e agradecimento aos servidores da PC. Ele reconheceu que, mesmo com um efetivo bastante reduzido, a Polícia Civil tem conseguido fazer importantes prisões de homicidas e de traficantes.
Nos bastidores, o gesto de Ramalho, de estar bem cedo com os policiais antes de uma operação, foi muito bem recebido. Motivados, os policiais foram bem-sucedidos: a segunda fase da Operação Caim, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em todo o Estado, resultou em 37 prisões, além de drogas e armas apreendidas.
O nome da operação Caim remonta ao livro do Gênesis, o primeiro da Bíblia. O filho de Adão e Eva, segundo o Antigo Testamento, foi o primeiro assassino da humanidade. A vítima foi logo o irmão dele, Abel, morto após uma emboscada. Depois do crime, Caim fugiu.