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Leonel Ximenes

Assassinatos em julho caem no ES, mas resultado é pior que o dos últimos 2 anos

Número de homicídios (68) é menor do que em junho, mas superior ao mesmo mês em 2019 e 2018

Publicado em 01 de Agosto de 2020 às 10:20

Públicado em 

01 ago 2020 às 10:20
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Local de homicídio em Cariacica, município onde houve um assassinato a cada dois dias em outubro
Local de homicídio em Cariacica, que mesmo com a presença da Força Nacional tem registrado aumento no índice de assassinatos Crédito: Fernando Madeira
O número de assassinatos em julho, no Espírito Santo, reduziu-se se comparado ao mês anterior deste ano. Se em junho foram 79, agora aconteceram 68. Contudo, o resultado de julho de 2020, mesmo em plena época de pandemia, ainda é pior do que o dos últimos dois anos.
Em 2019, foram contabilizados 62 casos, enquanto em 2018 foram registrados 67. Ainda que tenha ficado atrás dos anos anteriores, em julho de 2020 foram mantidas importantes operações policiais, como a Caim, que visam à prisão de homicidas.
O período anterior à chegada do coronel PM Alexandre Ramalho à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) é o grande entrave para que o Espírito Santo possa, novamente, terminar o ano com menos de mil homicídios.
Nos sete primeiros meses deste ano, a conta de vidas perdidas de forma violenta é de 662. Já no ano passado, de janeiro a julho, o somatório era de 560. Em 2019, o Espírito Santo terminou com 979 homicídios dolosos.
O desafio agora é evitar o que ocorreu no ano passado, quando, a partir de agosto, houve uma crescente número de homicídios. Aos números: após junho e julho de 2019 terminarem com, respectivamente, 57 e 62 casos, o número saltou para 73, em agosto, e 74, em setembro.
Depois, foi para 89, em outubro, avançou para 97, em novembro, e teve uma leve queda para 86, em dezembro. Já no primeiro trimestre de 2020 aconteceu o pico da violência: 94 assassinatos em janeiro e mais 110, em fevereiro, e outros 141, em março.

VILA VELHA TEM MAIOR NÚMERO NA GRANDE VITÓRIA

No recorte dos quatro grandes municípios da Grande Vitória, o destaque negativo fica para Vila Velha. O município canela-verde termina os sete primeiros meses com aumento de 37% das ocorrências, havendo 107 assassinatos neste ano contra 76, de 2019.
A Serra também teve um crescimento considerável. O percentual já chega a 30% a mais ante o mesmo período anterior. Foram 108 assassinatos diante de 83 do ano passado. No entanto, há um elemento que traz um pouco de conforto:  houve seis homicídios, respectivamente, em junho, e a mesma quantidade em julho de 2020.
Cariacica, que há 11 meses conta com a presença da Força Nacional, é outro município que registra avanço no número de homicídios. Foram 111 contra 86 do ano passado. Acréscimo de 26%. A única exceção é Vitória, com placar sangrento de 39 a 40. Leve redução de 3%.
Nem mesmo Guarapari e Viana escaparam do aumento. A Cidade-Saúde viu o número de assassinatos subir de 17 para 23 neste ano, um salto de 35%, enquanto Viana teve um caso a mais (13 a 12).
No cômputo geral, a Grande Vitória soma 398 homicídios dolosos. Quantia essa 25,9% maior do que a do ano passado (319).
Conjuntos de bairros que trazem maior preocupação para a Sesp são o de Santa Rita e Soteco, em Vila Velha; Flexal e Nova Rosa da Penha, em Cariacica; e de Feu Rosa, na Serra.
A área de Santa Rita passou de 10 homicídios, no ano passado, para 16, em 2020, enquanto a de Soteco, que não tinha nenhum em 2019, já foi palco de 10 crimes. Em Cariacica, o zoneamento de Flexal contabilizou 12 (foram cinco em 2019), e, o de Nova Rosa da Penha, 12 (contra três do ano anterior). O agrupamento de Feu Rosa, por sua vez, teve 17 crimes letais, contra 10 do ano passado.

REGIÃO NORTE É A ÚNICA DO ES QUE TEM QUEDA DE ASSASSINATOS

A Região Norte é a única do Estado com redução de homicídios. Foram, até o presente momento, 113 contra 120 do ano passado. Número que é 6,2% menor que o antecessor. Destaca-se o freio no banho de sangue em Linhares. A cidade, que em junho contou 10 assassinatos, agora viu um homicídio ocorrer em julho. Com isso, a soma de mortes é de 42 contra 41 do ano passado.
Nas demais regiões, o comparativo fica assim: no Sul, alta de 54,3% (54 a 35). A área Noroeste conta com leve aumento de 4,54%. E, finalmente, nas Montanhas, a contagem é 21,7% maior (28 a 23).
Os crimes continuam a ocorrer mais aos fins de semana. Domingo (131) e sábado (113) lideram. Em seguida, vêm sexta (93), segunda-feira (90), quinta-feira (87), terça-feira e quarta-feira (ambos com 74). O horário das 19h acumula mais crimes, com 45 delitos, tendo de perto o das 20h, com 44.

CIDADES ONDE NÃO HOUVE HOMICÍDIOS EM 2020

Como a coluna costuma mostrar, saiba quais são os municípios sem homicídios neste ano: Água Doce do Norte, Alfredo Chaves, Governador Lindenberg, Ibitirama, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Marilândia, Mucurici, Muqui, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Santa Leopoldina, São Domingos do Norte, São José do Calçado, São Roque do Canaã e Venda Nova do Imigrante.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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