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Leonel Ximenes

Ave solitária que corre perigo no Brasil é vista em Jardim da Penha

Segundo membro do Clube de Observadores de Aves do ES, pássaro fugiu do cativeiro e provavelmente é vítima do tráfico de animais

Publicado em 08 de Abril de 2022 às 02:11

Públicado em 

08 abr 2022 às 02:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

A primeira vez que o periquitão-de-cabeça-azul foi fotografado em Jardim da Penha, no dia 28 de março
A primeira vez que o periquitão-de-cabeça-azul foi fotografado em Jardim da Penha, no dia 28 de março Crédito: José Silvério Lemos
Ele já recebeu o nome de Solidão pelos observadores de pássaros. Por estar solitário, o periquitão-de-cabeça-azul (Thectocercus acuticaudatus), avistado e reconhecido nos últimos dias em Jardim da Penha, em Vitória, é presa fácil de predadores naturais, como gaviões e falcões aqui residentes.
As fotos da ave foram feitas por José Silvério Lemos, morador da Rua do Canal, em Jardim da Penha. Ele é considerado pelos seus pares o mais experiente observador de aves do Espírito Santo - tem mais de 30 anos de observação.
“Este pássaro é provavelmente vítima do tráfico de animais. Ele escapou de algum cativeiro, pois a espécie é endêmica do Nordeste do país e vive, normalmente, em grandes bandos. Mas aqui, tristemente, está vagando solitário”, lamenta Régis Silotti, membro do Clube de Observadores de Aves do Espírito Santo (COA-ES).
Silotti explica que para um indivíduo fora de seu habitat e oriundo de cativeiro, a chance de sobrevivência é muito pequena. “Ele não conseguirá alimentação natural para sua nutrição e acabará ficando debilitado e assim possivelmente se tornará um prato ‘exótico’ para gaviões e falcões aqui residentes.”.
A ave foi avistada pela segunda vez no dia 2 de abril, na região da Rua do Canal, em Jardim da Penha
A ave foi avistada pela segunda vez no dia 2 de abril, na região da Rua do Canal, em Jardim da Penha Crédito: José Silvério Lemos
Ele pede que caso alguém tenha conseguido capturar o periquito Solidão, entre em contato com o Ibama ou a PMV para que esses órgãos possam tentar recolher o animal e levá-lo ao Centro de Triagem de Animais Silvestres para posteriormente, se possível, ser reintroduzido na natureza.
Caso alguém o tenha avistado, entre em contato com o Clube de Observadores de Aves para que os especialistas possam monitorá-lo. “Lembramos sempre que animais selvagens devem viver livres na natureza”, diz Silotti.
Estima-se que o comércio ilegal pode tirar 38 milhões de bichos das matas brasileiras e movimentar R$ 3 bilhões. E a crueldade extrema: grande parte desses animais morre antes de chegar aos receptadores. Por isso, denuncie quem comercializa ilegalmente animais. Não prenda pássaros. Livres, eles são muito mais bonitos. 

CONTATO DOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS

  • PMV - Recolhimento de Animais Silvestres - (27) 99724-2788
  • Ibama - 0800 61 8080
  • Polícia Ambiental - (27) 3636-1650
  • COA-ES - @ecoa-es (Instagram) ou pelo e-mail coaveses@gmail.com

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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