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Leonel Ximenes

Bairro líder em assassinatos no ES é o segundo em mortes pelo  coronavírus

Feu Rosa, na Serra, o campeão em violência neste ano, já tem 11 mortos pela Covid-19, ficando atrás apenas de Jardim Camburi, com 13

Publicado em 05 de Junho de 2020 às 10:53

Públicado em 

05 jun 2020 às 10:53
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

A pracinha de Feu Rosa, bairro que tem 112 casos confirmados de coronavírus
 Feu Rosa, na Serra, onde as mortes pela Covid-19 estão aumentando. Crédito: Prefeitura da Serra
Uma dupla rotina trágica tem atingido Feu Rosa. De janeiro a abril deste ano (dados mais recentes disponibilizados pela Sesp), o bairro populoso na periferia da Serra é o líder em assassinatos no Espírito Santo, com nove casos registrados.
E quanto ao novo coronavírus, Feu Rosa é o segundo território em número de óbitos, com 11 casos, empatado com Vila Nova de Colares, também na Serra e colado a Feu Rosa. Esses dois bairros somente estão atrás de Jardim Camburi, em Vitória, com 13.
O retrato da tragédia no bairro serrano muda conforme o tipo de letalidade. Quanto aos óbitos por assassinatos, a faixa etária compreende pessoas jovens, de 0 a 36 anos. Todas do sexo masculino. Dois crimes foram em janeiro, outros quatro em março e mais três em abril.
Quando são analisadas as mortes pela Covid-19, a faixa etária é mais ampla e justamente a que compreende os mais vulneráveis. Três vítimas tinham entre 40 e 49 anos. Já outras duas estavam na lacuna dos 60 a 69 anos, enquanto três se enquadravam no intervalo de 70 a 79 anos e mais três na casa dos 80 a 89 anos. Da pessoas que perderam a vida por causa desta “guerra” sanitária, sete eram homens e quatro, mulheres.
A vulnerabilidade fica mais nítida quando analisada a escolaridade das vítimas. Seis tiveram seus registros ignorados, enquanto três tinham o ensino fundamental incompleto, um era analfabeta e outra tinha completado todo o ensino fundamental.
Em relação à raça, cinco casos foram ignorados, em três as vítimas eram amarelas, havia uma pessoa branca, outra parda e mais uma preta.
Na maioria das ocorrências, não houve tempo para o socorro adequado, já que sete morreram sem terem a devida internação, enquanto quatro morreram no hospital. Nota-se ainda que seis vítimas tinham problemas cardíacos, o ponto mais comum de comorbidade.
A líder de óbitos pela Covid-19 no ES, Jardim Camburi, teve seu pico de casos em abril, quando nove mortes aconteceram, principalmente ligadas a uma casa de repouso. Depois, mais quatro ocorreram em maio.

CURVA CRESCENTE DE CASOS NA SERRA

Em Feu Rosa, por sua vez, os casos de coronavírus são crescentes e disseminados pelo bairro. Em abril foram três mortes, mas em maio, dez; ou seja, pelo menos uma morte a cada três dias no bairro por causa da Covid-19 no mês passado.
Uma tragédia sem fim para uma população que sabe o que é viver o dia a dia em meio à violência urbana, ao descaso e à difícil luta pela sobrevivência.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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