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Leonel Ximenes

Bar popular de Vitória pede que clientes usem desodorante

Local é reduto de sambistas e de festas de carnaval no Centro

Publicado em 22 de Novembro de 2021 às 15:39

Públicado em 

22 nov 2021 às 15:39
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O apelo higiênico do bar do Centro de Vitória
O apelo higiênico do bar do Centro de Vitória Crédito: Reprodução do Instagram
Um dos redutos mais populares do Centro de Vitória, o famoso Bar da Zilda recorreu às redes sociais para fazer uma campanha e pedir que seus frequentadores usem desodorante. O bar postou uma foto de uma marca de desodorante muito famosa e apelou: “Galera, é essencial, pelo amor de Deus!
A seguir, alertou, em tom de ironia: “Uso obrigatório [em] todos os dias da sua vida”. Localizado próximo à Rua Sete e da Piedade, o Bar da Zilda é um dos lugares mais boêmios da cidade e ponto de encontro dos carnavais de rua, além de ser um dos berços do samba de Vitória.
Seguido por mais de 10 mil pessoas no Instagram, o Bar da Zilda provocou quase 400 comentários e 2.575 reações sobre a postagem do desodorante. “Recentemente estive lá no pagode e o odor estava quase insuportável”, apoiou um seguidor. Outras centenas demonstraram bom humor e apoiaram a iniciativa higiênica do estabelecimento.
Em depoimento ao portal Gazeta Online, há quatro anos, a dona do estabelecimento, Zilda Antônia de Aquino, lembra que tudo começou com um barzinho que ela tinha na esquina que passou a abrigar eventos de carnaval. “As pessoas vinham aqui e frequentavam e daí surgiu a ideia de colocar o samba.”
Ela conta que a iniciativa deu tão certo que o bar passou a ser frequentado por amantes do samba de outras cidades do Brasil e até de outros países. “As pessoas frequentam por gostarem de samba e pelo jeito do bar”, diz dona Zilda.
A postagem do Bar da Zilda no Instagram
A postagem do Bar da Zilda no Instagram Crédito: Reprodução do Instagram
Zilda relata uma história curiosa, que resvala no preconceito: “Muita gente que vem aqui pela primeira vez, que conhece pelo nome, acha que Zilda é uma lenda, que Zilda não existe. Muitos acham que minha cunhada que é a Zilda por ela ser branca, mas quando digo que sou, tem gente que nem acredita, que fica abismada, achando que estou até mentindo”, conta a dona do bar.
Mas ela garante aos desavisados e incrédulos: “A Zilda sou eu, estou aqui em carne e osso”. Todos são bem-vindos, claro. Mas não se esqueçam do desodorante, tá?

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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