O bispo de
Cachoeiro de Itapemirim, dom Luiz Fernando Lisboa, publicou uma nota de esclarecimento sobre o uso do seu nome por um suposto padre que se identifica, nas redes sociais, como Fernando Lisboa.
Segundo o Vicariato Episcopal para a Comunicação da diocese, a nota foi motivada após dom Luiz Fernando Lisboa ter seu nome e imagem ligados a publicações e campanhas feitas por um indivíduo identificado nas redes sociais como Fernando Lisboa. De acordo com o comunicado, apesar da semelhança nos nomes e apelidos, o suposto sacerdote não tem vínculo algum com o prelado cachoeirense.
“Em razão da semelhança nos nomes e apelidos, compreendemos que possam ocorrer associações equivocadas. No entanto, é importante frisar que dom Luiz Fernando jamais autorizou o uso de seu nome, imagem ou qualquer referência pessoal em publicações ou campanhas nas redes sociais promovidas por tal indivíduo, tampouco tinha conhecimento prévio de tais ações”, afirma a nota de esclarecimento.
A coluna teve acesso a algumas postagens do suposto “padre Fernando Lisboa”. Em um dos vídeos, provavelmente gerado por Inteligência Artificial (IA), o homem ressalta os poderes de uma suposta Oração de Santo Antônio que ficou escondida por 800 anos no Vaticano e que teria a capacidade de fazer milagres em sete dias.
Na imagem, o suposto padre usa uma mitra na cabeça, uma espécie de cobertura utilizada apenas por bispos, arcebispos, cardeais e pelo próprio papa, e apresenta um homem, um “ateu”, que afirma que essa oração secreta tem o poder de ativar uma “antena de milagres”, trazendo prosperidade imediata a quem a proferi-la corretamente e com fé.
Em outro vídeo, o próprio homem paramentado com a mitra faz a propaganda dos poderes supostamente excepcionais da oração.
Segundo relatos de internautas na página do suposto padre Fernando Lisboa, a oração só é enviada aos fiéis que pagarem por ela. A coluna teve acesso a uma fatura em nome de uma pessoa que pagou, via
Pix, R$ 99,90 pela oração.
Sobre essa suposta oração milagrosa, aliás, dom Fernando Lisboa faz um alerta aos fiéis católicos: “Ressaltamos também que a Igreja Católica Apostólica Romana não comercializa orações, promessas ou graças, e condena toda e qualquer forma de exploração da fé”.
Por fim, o bispo de Cachoeiro pede aos católicos tenham cautela com mensagens semelhantes: “Reafirmamos o compromisso da diocese com a transparência, a responsabilidade pastoral e o respeito à dignidade cristã, pedindo que os fiéis estejam atentos e não compartilhem conteúdos que usam indevidamente o nome de dom Luiz Fernando”.