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Leonel Ximenes

Bonecos "reforçam" vigilância do esquecido Cais das Artes no ES

Fantoches servem para "espantar" intrusos no canteiro de obras abandonado do complexo cultural na Enseada do Suá, em Vitória

Publicado em 12 de Abril de 2022 às 18:44

Públicado em 

12 abr 2022 às 18:44
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Boneco representando um operário do lado externo do canteiro de obras do Cais das Artes
Boneco representando um operário do lado externo do canteiro de obras do Cais das Artes Crédito: Assessoria do deputado Sergio Majeski
Eles estão lá, durante as 24 horas do dia, disciplinados, quietos, concentrados no seu ofício. O tão sonhado Cais das Artes, abandonado e deixado à própria sorte, está longe de abrir suas portas para os espetáculos culturais, mas pelo menos já está despertando a criatividade e a fantasia.
A segurança do complexo, por exemplo, está sendo reforçada por dois bonecos. Isso mesmo: dois fantoches representam dois operários trabalhando no canteiro de obras às moscas. É ou não teatro puro?
O outro boneco, na parte interna do canteiro de obras
O outro boneco, na parte interna do canteiro de obras Crédito: Assessoria do deputado Sergio Majeski
Durante visita técnica do deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB) ao complexo localizado na Enseada do Suá, nesta segunda-feira (11), foi comentado que os bonecos servem para espantar os “noias”, nome dado às pessoas que vagam pelas ruas consumindo drogas.
Mas quem tem que realmente se preocupar são os seguranças em carne e osso. Isso porque estão largados no canteiro de obras inativo equipamentos, como aparelhos de ar-condicionado e elevadores, e materiais de construção, incluindo pisos e outros revestimentos.
Equipamento de ar-condicionado se deteriorando no canteiro de obras inativo do Cais das Artes
Equipamento de ar-condicionado se deteriorando no canteiro de obras inativo do Cais das Artes Crédito: Assessoria do deputado Sergio Majeski
Uma escultura em ferro de Amilcar de Castro, instalada como pedra fundamental do complexo cultural, também está abandonada, exposta ao tempo e enferrujada. Em 2019, a obra estava estimada em R$ 1 milhão.
O custo da obra, incluindo a aquisição de equipamentos, já consumiu cerca de R$ 151 milhões do governo do Estado. O projeto, do arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, que morreu no ano passado, inclui um museu com uma área expositiva de 3 mil metros quadrados, teatro para 1,3 mil pessoas e orquestra, cafés, livrarias e espaços para espetáculos cênicos e exposições ao ar livre, além de um prédio administrativo.
Segundo o governo do estado, as obras foram interrompidas duas vezes. Em 2012, a empresa responsável foi à falência e o contrato foi rescindido. Um ano depois, outra empresa assumiu até meados de 2015, quando houve nova interrupção.
Escultura de Amilcar de Castro enferrujada na área do complexo cultural
Escultura de Amilcar de Castro enferrujada na área do complexo cultural Crédito: Assessoria do deputado Sergio Majeski
O governo da época, de Paulo Hartung, rescindiu o contrato, a empresa entrou na Justiça e desde então as obras estão paradas. O DER-ES afirma que está buscando na Justiça um acordo com a mesma empresa para que ela retome as atividades.
Ainda sem acordo, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou em dezembro que pensa em duas alternativas para ter o espaço finalizado: regulamentar um contrato de gestão, com ajuda do Tribunal de Contas, para se obter um acordo e resolver o problema jurídico; ou conceder um espaço do Cais das Artes para empresas de tecnologia fazerem um hub de startups, o que poderia custear e viabilizar a finalização da obra.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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