Sorte que a
Reforma da Previdência não atingiu os cães. Vida e Athos, depois de dez e nove anos, respectivamente, de honrosos serviços prestados à sociedade, encerram suas atividades no
Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo. Os dois animais estão entre os primeiros cães a atuarem na Força Especial de Busca e Resgate com Cães (equipe K9), institucionalizada na corporação em 2012.
O cachorro e a cadela atuaram em grandes ocorrências que marcaram a vida da corporação, como os desastres de Mariana e
Brumadinho, em Minas Gerais, as enchentes de 2013 e 2020, o desabamento do Condomínio Grand Parc e o resgate de um professor no Parque do Caparaó.
Vida nasceu em 4 de julho de 2011 e Athos, no dia 12 de janeiro do ano seguinte. Vale ressaltar que o cão pertence ao seu condutor militar, mesmo depois de inativo para o trabalho de salvamento.
Atualmente a Equipe K9 do Corpo de Bombeiros conta com 16 militares (assim são considerados os cães) em cinco Núcleos K9, na Grande Vitória e no interior: Nova Venécia, Colatina, Vitória, Cachoeiro e Guaçuí.
No modelo de treinamento adotado pelo CBMES, o cão permanece toda a sua vida na casa do seu condutor, o que garante o bem-estar do animal e um melhor rendimento da sua atuação no dia a dia da corporação.
Dos 45 dias aos três meses de idade, os animais passam por um processo de seleção para verificar se possuem as características necessárias para se tornarem um bom cão de salvamento. Após selecionados, eles começam o processo de formação, que busca a certificação que os habilite a atender às diversas ocorrências.
Depois de ser certificado junto com seu condutor (binômio cão/condutor), eles passam a prestar serviços à sociedade e em contrapartida recebem ração, equipamentos e assistência veterinária.