O mundo reconhece a qualidade do
café capixaba. E vai às compras do produto. De janeiro a outubro deste ano, segundo o Ministério da Agricultura, o setor no Espírito Santo já exportou US$ 559 (R$ 3 bilhões). Aliás, o Brasil tem a liderança isolada como maior produtor e exportador do mundo e é um dos maiores mercados consumidores da bebida.
Países do Nafta (
México, Estados Unidos e Canadá) compraram US$ 152.679.311 em produtos, enquanto os da América Latina e Caribe pagaram US$ 133.744.518. A União Europeia, por sua vez, desembolsou US$ 109.968.207 enquanto os árabes investiram US$ 83.798.118.
O
Espírito Santo já obteve três Indicações Geográficas (IG), certificado que atesta a qualidade do grão produzido no Estado. A chamada “Espírito Santo”, que é uma IG do tipo Indicação de Procedência, abrange os 78 municípios e destaca a produção da variedade conilon, produzida em climas mais quentes.
A do “Caparaó”, que é do tipo Denominação de Origem, é voltada para o café arábica produzido na divisa montanhosa entre o Espírito Santo e Minas Gerais. E a “Montanhas do Espírito Santo”, também uma Denominação de Origem, é voltada para a
Região Serrana, com a produção de grãos arábicas, sendo um reconhecimento para a produção de cafés especiais.
Segundo os últimos dados do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), relativos a setembro, a receita obtida com a exportação do produto pelo
Porto de Vitória em 2021 já soma mais de US$ 366 milhões (quase R$ 2 bilhões) nos nove primeiros meses do ano, 10% a menos do que o mesmo período do ano passado.
Os principais destinos para exportação no mês de setembro, segundo o CCCV, foram: México, com mais de 121 mil sacas; Estados Unidos, com quase 60 mil sacas; Turquia, com quase 41 mil sacas;
Espanha, com mais de 29 mil sacas e Alemanha, com mais de 20 mil sacas exportadas.
No acumulado de 2021, a Colômbia, grande exportadora e produtora de café, ocupa o 5º lugar entre os importadores do produto capixaba, atrás de Estados Unidos, México, Alemanha e Indonésia.