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Leonel Ximenes

Cai o número de homicídios com o novo secretário de Segurança  do ES

Depois de dois meses consecutivos com mais de 100 assassinatos, em cada um deles,  abril, mês em que assumiu o coronel Ramalho, fechou com 95 ocorrências

Publicado em 01 de Maio de 2020 às 07:54

Públicado em 

01 mai 2020 às 07:54
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Novo secretário de Segurança Alexandre Ramalho com Comandante-Geral da PM Coronel Caus
Secretário de Segurança, Alexandre Ramalho,  com o novo comandante-geral da PM, coronel Caus Crédito: Rprodução Governo do Estado
Após dois meses registrando mais de 100 homicídios em cada um deles, o Espírito Santo terminou o mês de abril com menos de um centena de assassinatos. Foram registrados 95 casos, quantitativo menor que o contabilizado em março, que foi 140 (anteriormente foram 143, mas houve modificação conforme o tipo de ocorrência), e em fevereiro: 110.
A chegada do novo secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, ajudou a frear o banho de sangue. Nos primeiros cinco dias do mês, ainda sob o controle do então chefe da pasta Roberto Sá, ocorreram 32 mortes violentas, com uma média de 6,4 assassinatos por dia. Já na tutela do oficial da PM, que foi comandante da corporação em 2018, a média caiu para 2,52.
Se comparados os primeiros 25 dias de gestão dos dois ocupantes da cadeira da Sesp, Ramalho leva vantagem. Enquanto ocorreram 2,52 crimes por dia com o PM, com o delegado da Polícia Federal foram três homicídios/dia. Além disso, houve dois períodos de 24 horas sem ocorrência desse crime com o coronel, mas com Sá foi só um dia, logo quando chegou à Sesp.

PIOR QUADRIMESTRE DO ANO

Mesmo com o choque de ordem imposto por Ramalho, a situação está longe de ser confortável no ES, afinal o primeiro quadrimestre corrente é o pior dos últimos três anos. Foram 439 assassinatos em 2020, contra 361 do ano passado (alta de 21,6%) e outros 421, de 2018.
Especialistas em segurança creem ser possível melhorar o resultado ante 2018, mas a diferença de 76 casos, junto com a progressão de queda que houve em 2019, deixam na dúvida se será possível repetir o indicador abaixo da casa do milhar em 2020.

SEM SAUDADES

Abril também não deixa saudades. Os 95 homicídios representaram o pior desempenho deste mês entre 2018 e 2020. No ano passado foram 78 e, em 2018, 94.

GRANDE VITÓRIA NO VERMELHO

Os maus resultados deixam ainda a Grande Vitória no vermelho. São 266 ocorrências neste quadrimestre diante das 212 do ano anterior - alta de 25,47%. Quem termina o período com menos crimes do que no ano passado é Vitória, com 21 casos acumulados, contra 24 em 2019.
Já as demais cidades tiveram alta. Vila Velha manifestou crescimento de 28,30% (68 contra 52); na Serra, o acréscimo de casos foi de 48,14% (80 a 54); e, em Cariacica, o saldo de vidas perdidas aumentou em 14,28% (72 contra 63).
Um ponto “positivo” é que em abril nenhum dos municípios teve 20 ou mais homicídios. Cariacica chegou a ter 33 em março – mais de uma por dia – e desta vez contabilizou 14, mesmo número da Serra. Vila Velha teve um assassinato a mais que as duas cidades, enquanto a capital ficou com seis crimes.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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