Após dois meses registrando
mais de 100 homicídios em cada um deles, o Espírito Santo terminou o mês de abril com menos de um centena de assassinatos. Foram registrados
95 casos, quantitativo menor que o contabilizado em março, que foi 140 (anteriormente foram 143, mas houve modificação conforme o tipo de ocorrência), e em fevereiro: 110.
Se comparados os primeiros 25 dias de gestão dos dois ocupantes da cadeira da Sesp, Ramalho leva vantagem. Enquanto ocorreram 2,52 crimes por dia com o PM, com o delegado da Polícia Federal foram três homicídios/dia. Além disso, houve dois períodos de 24 horas sem ocorrência desse crime com o coronel, mas com Sá foi só um dia, logo quando chegou à Sesp.
Mesmo com o choque de ordem imposto por Ramalho, a situação está longe de ser confortável no ES, afinal o primeiro quadrimestre corrente é o pior dos últimos três anos. Foram 439 assassinatos em 2020, contra 361 do ano passado (alta de 21,6%) e outros 421, de 2018.
Especialistas em segurança creem ser possível melhorar o resultado ante 2018, mas a diferença de 76 casos, junto com a progressão de queda que houve em 2019, deixam na dúvida se será possível repetir o indicador abaixo da casa do milhar em 2020.
Abril também não deixa saudades. Os 95 homicídios representaram o pior desempenho deste mês entre 2018 e 2020. No ano passado foram 78 e, em 2018, 94.
Os maus resultados deixam ainda a Grande Vitória no vermelho. São 266 ocorrências neste quadrimestre diante das 212 do ano anterior - alta de 25,47%. Quem termina o período com menos crimes do que no ano passado é Vitória, com 21 casos acumulados, contra 24 em 2019.
Já as demais cidades tiveram alta. Vila Velha manifestou crescimento de 28,30% (68 contra 52); na Serra, o acréscimo de casos foi de 48,14% (80 a 54); e, em Cariacica, o saldo de vidas perdidas aumentou em 14,28% (72 contra 63).
Um ponto “positivo” é que em abril nenhum dos municípios teve 20 ou mais homicídios. Cariacica chegou a ter 33 em março – mais de uma por dia – e desta vez contabilizou 14, mesmo número da Serra. Vila Velha teve um assassinato a mais que as duas cidades, enquanto a capital ficou com seis crimes.