O Museu Capixaba do Negro (Mucane), que neste sábado (13 de maio) completa 30 anos de fundação, está sendo restaurado pela
Prefeitura de Vitória. As obras de restauração, que estão orçadas em pouco mais de R$ 535 mil, prevê a recuperação do prédio centenário localizado na Avenida República, no
Centro.
A fachada da edificação, que atualmente apresenta pontos de infiltrações e queda de placas do revestimento, está passando por uma inspeção minuciosa, com a retirada dos trechos danificados e a recomposição dos adornos conforme indicações do setor de patrimônio histórico.
O prédio anexo, também histórico, passa por reformas com a correção das infiltrações na platibanda (moldura ou faixa horizontal na parte superior de uma construção que tem como finalidade esconder o telhado, as calhas, a caixa d 'água e outros materiais de construção), fachada e calhas. As estruturas metálicas e de alvenaria também estão recebendo reparos e pintura.
"O Mucane tem um valor histórico muito grande para nós e era imperativo que fizéssemos essas intervenções. Queremos entregar até o final deste ano, com uma grande festa de inauguração, um equipamento público de primeira qualidade em que a população negra esteja bem representada", declarou o
prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos).
“Em todo o país temos raros equipamentos exclusivamente voltados para a valorização e o respeito da cultura afro. Somos privilegiados pela existência do Mucane e do seu papel social", destacou o secretário municipal de Cultura, Luciano Gagno.
Criado em 13 de maio de 1993, o Mucane foi criado com a finalidade de reunir, preservar e conservar a história da cultura negra. Equipado com cantina, auditório, biblioteca, área de eventos, espaço para exposições e mezaninos, a instituição realiza cursos e oficinas de formação cultural, debates, mostras e apresentações voltadas à história e à identidade negras.
O prédio foi construído pelo Coronel Francisco Schwab, com mourões de estacas de camará, em 1912, ano em que foi aberta a Avenida República. Inicialmente, foi ocupada por três famílias, no pavimento superior, sendo que no térreo se instalavam seus respectivos comércios.
Antes de se tornar um museu, o edifício abrigou, logo na sua inauguração, uma casa de couros e, depois, farmácia. Em 1923, tornou-se propriedade do
governo do Estado, passando a sediar o Correio de Vitória, o Departamento de Estatística Geral e o Departamento Estadual de Cultura. Desde 2008, o espaço está sob gestão da Prefeitura de Vitória.
O museu recebe, também, o nome de Maria Verônica da Pas, que integrou a comissão para a criação do equipamento cultural e foi a primeira coordenadora da instituição.