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Leonel Ximenes

Capixaba é Cacau Monjardim, o resto é espírito-santense

Morto nesta terça-feira (18),  veterano jornalista dedicou sua vida a divulgar a moqueca e as riquezas naturais e culturais do ES

Publicado em 18 de Outubro de 2022 às 15:38

Públicado em 

18 out 2022 às 15:38
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Cacau Monjardim, sua mulher, Idalina, e o moquequeiro Nhozinho Matos comemorando o Dia Estadual da Moqueca Capixaba
Cacau Monjardim (de camisa vermelha), sua mulher, Dalila, e o moquequeiro Nhozinho Matos comemorando o Dia Estadual da Moqueca Capixaba Crédito: Restaurante Gaeta
Cacau Monjardim, o querido jornalista que nos deixou nesta terça-feira (18), é muito mais do que uma frase genial, inspirada e eternizada. Cacau era um verdadeiro arauto das tradições culturais do Espírito Santo, um Estado imprensado entre vizinhos que pelo seu gigantismo às vezes nos sufocam.
Sempre carinhoso com os amigos, Cacau era tão zeloso pelas coisas do Espírito Santo que não raro tinha à mão uma espécie de kit formado por um punhado de urucum acompanhado da receita e da história da autêntica moqueca capixaba. Um presente que ofertava a todos, mas especialmente àqueles que ainda cultivavam a velha polêmica: onde é feita a melhor moqueca do país?
Essa pergunta exigia pronta resposta de Cacau, hoje em dia acompanhada por muitos dos seus conterrâneos: não existe moqueca além dos limites do Espírito Santo. Moqueca, só capixaba. O resto todo mundo sabe.
Um dia antes de morrer, Cacau deixou registrada nas suas redes sociais uma comovente homenagem a Gustavo Belesa, amigo dele e figura muito conhecida em Vitória, que deixou este mundo nesta segunda (17), na véspera do falecimento do jornalista nascido em Vitória há 93 anos.
“O falecimento do meu grande amigo Lulu Belesa resgata também inesquecíveis lembranças, especialmente no que se refere à música, ao esporte, ao motociclismo e muito gratificante para a culinária capixaba que juntos sempre defendemos e promovemos”, escreveu o jornalista, reconhecendo o valor do amigo de longa data.
Cacau era assim, sensível, amigo, sedutor. Ninguém resistia à sua prosa. No dia 30 de setembro, acompanhado da sua amada Idalina e da família, ele ia sempre ao encontro do moquequeiro Nhozinho Matos, que abria as portas do seu restaurante, em Meaípe, para comemorar o Dia Estadual da Moqueca Capixaba, lembrado nessa data por ser o aniversário de Cacau.
“Lamentamos profundamente o falecimento do embaixador da moqueca capixaba”, se entristece Nhozinho, amigo de Cacau há quase 50 anos.
É verdade, Nhozinho, morre o nosso embaixador, mas sua obra ficará eterna - a divulgação da moqueca capixaba pelo mundo afora.
Moqueca sem azeite de dendê e leite de coco. Certo, Cacau?

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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