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Leonel Ximenes

Capixaba embarca para a melhor faculdade de música do mundo

Anthony Altoé já tinha sido aprovado duas vezes na Berklee College of Music

Publicado em 04 de Junho de 2025 às 03:11

Públicado em 

04 jun 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Anthony Altoé:
Anthony Altoé: "Estou juntando dinheiro há quase cinco anos e agora vou conseguir realizar parte do meu grande sonho que é estudar na Berklee” Crédito: Divulgação
O sonho de todo músico: estudar na melhor, mais renomada e disputada faculdade de música do mundo, a Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos. Projeto que, em breve, será realizado pelo cantor, guitarrista e violonista capixaba Anthony Altoé, de 28 anos.
O músico embarca dia 21 de junho para realizar um dos Cursos de Verão em Canto (Berklee Summer Programs) da faculdade americana, com duração de 40 dias. “É como se fosse um semestre deles. O curso é diferenciado e nos permite contato com vários cantores do mundo inteiro. Estou juntando dinheiro há quase cinco anos e agora vou conseguir realizar parte do meu grande sonho que é estudar na Berklee”, contou Anthony, que atualmente cursa o segundo ano da graduação em canto popular da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames).
Os programas de verão permitem aos alunos aprimorar as habilidades musicais, aprender com artistas já conceituados no mercado e explorar diferentes estilos. Tudo com a supervisão de professores renomados da Berklee. 
"É uma excelente oportunidade para aprofundar os estudos, cumprir créditos universitários e viver a experiência de estudar em um campus diferente, além de conhecer professores incríveis com amplo conhecimento em suas áreas"
Anthony Altoé - Músico

A FAÇANHA

Ser aprovado na Berklee é uma façanha de poucos brasileiros. Para muitos, é como ganhar na loteria devido ao nível de exigência das audições, que são feitas em inglês, com argumentações específicas de teoria musical e realizadas por uma banca de três examinadores renomados no mercado.
Mas Anthony Altoé já sentiu esse gostinho duas vezes para a graduação. A primeira aprovação aconteceu em 2021, durante a pandemia. A segunda veio no ano seguinte (2022) com uma bolsa de estudo parcial de oito mil dólares. Porém, como a anuidade do curso é de quase 50 mil dólares, o equivalente a R$ 250 mil, fora os gastos com hospedagem e alimentação, o jovem cantor não conseguiu ir, mais uma vez.
O músico atualmente cursa o segundo ano da graduação em canto popular da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames)
O músico atualmente cursa o segundo ano da graduação em canto popular da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) Crédito: Divulgação
O jovem capixaba é tão apaixonado pela música que decidiu trancar o curso de Engenharia Elétrica na Ufes (em 2021) para realizar o grande sonho de aprimorar as técnicas de canto e se dedicar inteiramente à música.
“Apesar de gostar muito da área da engenharia, não me vejo um engenheiro. Quero trabalhar com o que mais gosto. E a música, além de me fazer bem, também é uma valiosa ferramenta de empoderamento social”, explicou Anthony.

INFLUÊNCIA DOS AVÓS

Um dos grandes influenciadores de Anthony é o avô Vicente Santos Duarte, de 72 anos, que mora em Venda Nova do Imigrante. Apaixonado pelos Beatles, Santos Duarte, como é conhecido, incentivou o neto a ouvir rock and roll desde pequeno. “A gente fica feliz em ver o Anthony evoluindo, cada vez mais, no dom musical que tem. É muito gratificante participar das conquistas dele e sempre vamos ajudar no que puder”, destacou Santos Duarte.
A avó Elza Altoé Duarte, de 79 anos, também pode ter contribuído para o gosto musical do cantor capixaba. Quando jovem, ela cantava no coral da igreja da cidade e se destacava. “Eu fico muito feliz e orgulhosa dele. Sempre que posso vou aos shows e fico até acabar! A cada dia ele está melhor no que faz e a gente enche mesmo o peito pra dizer que Anthony é nosso neto”, contou emocionada.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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